Editorial

Economia brasileira pode sofrer com coronavírus na China, diz MK; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Mário Kertész ainda falou sobre o tumultuado discurso de Donald Trump no Congresso americano

[Economia brasileira pode sofrer com coronavírus na China, diz MK; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 05 de Fevereiro de 2020 ⋅ 08:22

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (5), Mário Kertész abordou os principais assuntos do noticiário nacional e internacional, a exemplo da epidemia de coronavírus e seus efeitos para a economia. MK voltou a demonstrar preocupação com a paralisação do mercado chinês e o impacto dessa situação no Brasil.

"Esse negócio do coronavírus, por enquanto o que me preocupa muito é o efeito na economia. Primeiro porque a China é grande consumidora, e consome muitos produtos brasileiros. Parou, a economia está parada porque as cidades estão paradas. Segundo, porque isso dá um rebatimento na nossa [economia]. Ontem eu vi um levantamento que foi feito que mostrou um decréscimo na produção industrial do país. Então esse negócio de dizer que está aquecendo a economia, sim, em alguns setores está aquecendo e vamos lutar pra que aqueça tudo. Mas não é bem assim que está acontecendo. (...) Se o mercado externo está com dificuldade, e está mesmo, e nós enfraquecemos nosso mercado interno, aí a pobreza, o desemprego, as filas e o subemprego aumentam, e com isso, todas as consequências de aumento da marginalidade, da humilhação pras pessoas, das dificuldades para as pessoas viverem", disse.

Outro assunto abordado por MK foi o tumultuado discurso de Estado da União do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Congresso americano. Ao chegar à tribuna, o republicano ignorou a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi. Pouco depois, a parlamentar, responsável por abrir o inquérito de impeachment contra o mandatário, rasgou a cópia do discurso dele. "Veja que delicadeza, um homem educado, e o pior é que ele é mestre de muitos outros presidentes, inclusive o nosso. Chegou lá, falou, falou, mostrou as coisas que ele fez, a economia americana está bem mesmo e isso pode ajudar muito a reeleição dele, não se iludam, com todas as barbáries e maluquices dele. (...) Enquanto ele falava, ela em pé atrás dele, pegou o discurso dele e rasgou. Não é o que estamos acostumados a ver em termos de civilidade, principalmente na grande nação americana. Mas a gente tem que se acostumar com os tempos", afirmou.

MK ainda lembrou que o ministro do Tribunal de Contas dos Municípios, Mário Negromonte, segue exercendo sua função mesmo depois de condenado pelo Supremo Tribunal Federal, recebendo um alto salário. Ele defendeu o corte dos privilégios de políticos, ministros e conselheiros em um contexto de crise. "Porque se é pra cortar, vamos cortar naqueles que ganham mais, que têm mais privilégios. Senadores, deputados estaduais, federais, vereadores, todos! Eu acho um absurdo o que se paga a um deputado federal, a um deputado estadual. O que é isso? Um país que está vivendo a dificuldade que está vivendo, com tantos desempregados, ninguém se toca? Nem a população se toca!", exclamou.

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