Editorial

Regina Duarte está sendo 'triturada' pelo governo, diz MK; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Mário Kertész ainda criticou o incentivo às manifestações contra o Congresso em meio ao surto de coronavírus

[Regina Duarte está sendo 'triturada' pelo governo, diz MK; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 10 de Março de 2020 ⋅ 08:17

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (10), Mário Kertész falou sobre os principais assuntos do noticiário nacional e internacional. Um dos destaques foi a revogação da nomeação feita pela secretária Especial de Cultura, Regina Duarte, para a secretaria de Diversidade Cultural.

"Regina Duarte não era a princesa que ia casar, que casou...? Ontem ela fez uma nomeação e foi revogada. (...) As informações são de que Carlos já está querendo a demissão dela e que o próprio presidente teria telefonado para o filho de Regina para pedir que ele a ajudasse a escolher nomes vinculados à ideologia dele. É fácil lembrar que no dia da posse, ela disse que foi oferecida a ela carta branca, e depois o presidente [Jair Bolsonaro] disse que tem direito de veto. Mas tão rápido assim? Que horror, né? Como as pessoas são trituradas. (...) Por que é que ele chamou Regina Duarte então? Porque ela é uma estrela conhecida, a namoradinha do Brasil e o apoiou? E quer que ela seja um robô, que vai botar todo mundo que ele quer?", questionou.

MK ainda fez críticas à postura, adotada pelo presidente Jair Bolsonaro, de incentivar o comparecimento de multidões às manifestações em apoio ao governo e contra o Congresso, mesmo com o surto de coronavírus. "Ontem, o Clube Militar, que num passado recente foi presidido pelo [vice-presidente] general [Hamilton] Mourão (...) deu total apoio ao presidente e à manifestação do próximo domingo. Sim. Ao mesmo tempo, por uma questão de evitar propagação do coronavírus, se recomenda que as pessoas fiquem a pelo menos um metro de distância uma da outra, porque a contaminação é facílima. Como é que, nesse contexto, você convoca o que você quer que sejam multidões expressivas para apoiar o governo, contra o Congresso? (...) E vocês que vão dar esse apoio ao governo, vão ajudar a se contaminar ou a propagar essa doença que está causando tantos problemas, sobretudo na economia", pontuou.

Kertész concluiu o comentário com uma reflexão sobre a finitude da vida e citou a morte do ex-prefeito de Itarantim e irmão do senador Otto Alencar, Cícero Alencar.  "A gente às vezes se engana como se fôssemos eternos, e como se as pessoas que amamos ou com quem trabalhamos e vivemos fossem eternas também. E de repente, não mais que de repente, uma pessoa morre. Nesse fim de semana, por exemplo, um irmão de Otto Alencar estava almoçando com a família, teve um infarto fulminante e morreu. Então, uma epidemia como essa muda a vida, as pessoas repensam. nós vamos ter que mudar os nossos hábitos", finalizou.

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