Editorial

MK critica atuação de Teich no Ministério da Saúde: 'Imagine se não tivéssemos o SUS'

"Nós temos que tratar as coisas com um mínimo de seriedade, embora a gente saiba que não é esse o lema do povo que tá lá em cima", disse MK, em comentário na Rádio Metrópole

[MK critica atuação de Teich no Ministério da Saúde: 'Imagine se não tivéssemos o SUS']
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 12 de Maio de 2020 ⋅ 08:34

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (12), Mário Kertész criticou a atuação do ministro da Saúde, Nelson Teich, pontuando que o titular da pasta não sabia da inclusão de academias, salões de beleza e barbearias no rol de serviços essenciais. A decisão foi tomada ontem (11) pelo presidente Jair Bolsonaro, em decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

"O presidente resolveu considerar atividades essenciais academias, salão de beleza, mas os governadores da Bahia, Pernambuco e Ceará disseram... [cantando] 'No Ceará não tem disso não, não tem disso não, não tem disso não', na Bahia também não tem disso não. Nós temos que tratar as coisas com um mínimo de seriedade, embora a gente saiba que não é esse o lema do povo que tá lá em cima. E muita gente continua achando que tá na hora de abrir, abre, abre pra tu ver o que vai acontecer (...) O ministro da Saúde [Nelson Teich], o tio de Mortícia, da família Addams, simplesmente foi tomado de surpresa. Ele estava no meio de uma coletiva de imprensa quando disseram a ele e ele disse que não sabia. Quero ver quantos dias mais esse ministro fica. (...) Imagine se nós não tivéssemos o SUS, que funciona ainda, com enormes deficiências, mesmo que funcione mal e porcamente, tem sido a nossa salvação, a salvação do povo brasileiro".

MK também voltou a falar sobre os acordos do governo federal com o bloco partidário conhecido como Centrão.

"Eles [do Centrão] agora estão contra a pauta de Paulo Guedes [ministro da Economia]. Querem gastança, o governo federal tem que entrar gastando, investindo, para azeitar os cofres dos órgãos, e estão com um olho enorme no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Que sorte a gente vai ter se passar pra mão deles, hein? Já tem um ministro como esse [Abraham] Weintraub, que não precisa nem qualificativo, foi ele que disse na reunião ministerial que no Supremo tem onze ministros filhos da puta, me desculpem a expressão, mas as pessoas precisam saber que tipo de ministro da Educação que a gente tem. Também, tem presidente da República que dá banana y otras cositas más, então tá tudo certo. Eles querem esse FNDE. Mais de R$ 200 bilhões de orçamento. Pois é", ironizou.

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