Editorial

MK comenta índice de uma morte por minuto por Covid-19 no Brasil: 'Trágico e assustador'; ouça

Mário Kertész ainda traçou um paralelo entre a morte do menino Miguel Otávio e os movimentos antirracistas nos Estados Unidos

[MK comenta índice de uma morte por minuto por Covid-19 no Brasil: 'Trágico e assustador'; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 05 de Junho de 2020 ⋅ 08:56

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (5), Mário Kertész comentou os números mais recentes da pandemia do coronavírus no Brasil. Ontem (4), o país bateu um novo recorde de mortes, com 1.473 óbitos registrados em 24 horas.

"O Brasil passou a Itália em número de mortos, e o impressionante é que até pouco tempo as nossas autoridades aqui diziam que esse número de mortes muito grande na Itália era porque a população italiana era muito velha, lembram disso? Pois é, aqui não é tão velha assim e já estamos em terceiro. Nas últimas 24 horas, 1.473 mortes, 614.941 infectados. Providências do governo? Até agora continuam do mesmo jeito. Os cientistas têm falado constantemente que não adianta esse sistema de abre e fecha, todo mundo entende a aflição das pessoas pra voltarem à vida normal ou o novo normal, mas enquanto não houver testes, como vocês estão vendo acontecer em várias cidades, abre, aí aumenta, fecha. Belo Horizonte abriu, vai ter que fechar de novo uma parte, porque aumentou estupidamente o contágio. (...) No Brasil nós temos um morto por minuto, isso é trágico. É terrível, é assustador, não é? Mas não adianta a gente fugir da realidade", analisou.

MK também lamentou a morte do menino Miguel Otávio, de 5 anos, filho da empregada doméstica Mirtes Renata Souza, em Pernambuco. A criança morreu após ser deixada sozinha no elevador pela patroa da mãe, Sarí Gaspar Corte Real, primeira-dama da cidade de Tamandaré. MK traçou um paralelo entre a morte de Miguel e os movimentos antirracistas nos Estados Unidos, e voltou a destacar a "vergonha" de ter o jornalista Sérgio Camargo, que nega a existência de racismo no Brasil, na presidência da Fundação Palmares.

"Aquela morte da criança em Pernambuco foi uma coisa chocante, né. (...) E a mãe diz o seguinte: se fosse ao contrário, eu já estava na cadeia e não tinha nem habeas corpus, e é verdade, porque o racismo aqui é brutal também. Aagora vocês estão vendo a grande mobilização que está acontecendo nos EUA? Eu acho isso fantástico, as pessoas estão lá indo com vontade, sem violência, estão indo com vontade se manifestar que não pode continuar assim. A vida não pode ser levada assim. As vidas dos negros são importantes. Black lives matter! São importantes sim, e isso tem que mudar nos EUA e no Brasil. E a primeira mudança que deveria dar aqui é demitir esse Sergio Camargo, negro racista! Vergonha!", exclamou.

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