Editorial

Joca Teixeira foi um 'batalhador pela liberdade da imprensa', diz MK; ouça

Mário Kertész também passou em revista os assuntos do noticiário nacional, como a prisão de Fabrício Queiroz: "Bolsonaro deve ter tomado um susto"

[Joca Teixeira foi um 'batalhador pela liberdade da imprensa', diz MK; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 19 de Junho de 2020 ⋅ 08:42

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (19), Mário Kertész prestou uma homenagem ao jornalista João Carlos Teixeira Gomes, o Joca, que faleceu ontem (18) à noite, aos 84 anos. MK relembrou o período em que Joca atuou como redator-chefe do Jornal da Bahia, entre 1958 e 1977.

"João Carlos, conhecido como Joca, foi um batalhador pela liberdade da imprensa, contra o arbítrio, contra a ditadura. Ele foi redator-chefe do Jornal da Bahia durante muitos anos, quando o Jornal da Bahia travou uma luta de vida ou morte contra ACM desde o primeiro governo dele. Durou muitos anos. Ele escreveu inclusive um livro, 'Memórias das Trevas', em que ele conta episódios da vida do senador, mas é muito mais do que isso. Poeta, escritor, membro da Academia Baiana de Letras, e participou de vários movimentos culturais aqui na Bahia. Uma figura de proa. Eu tive o orgulho de ter entrevistado ele várias vezes no estúdio da Metrópole, e de ele ter sido comentarista da Rádio Metrópole. Convivemos pouco, é claro, mas o bastante pra eu me tornar um grande admirador dele. Joca gostava muito de viajar, já nos últimos anos, aposentado. Aposentado de obrigações formais, mas nunca foi aposentado, porque sempre o tempo todo escreveu, falou, disse, participou, fez poemas belíssimos, torcedor fanático do Bahia", afirmou.

MK também passou em revista os fatos mais recentes do noticiário político nacional, como a prisão do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz. "Vocês se lembram que antes de ontem o presidente Jair Bolsonaro disse que ia reagir aos excessos que estavam cometendo contra ele e o governo dele. Não explicou como, nem de que forma. Mas ontem, certamente, ele deve ter tomado um susto e deve começar a mudar de opinião. A prisão de Queiroz, principal assessor da família Bolsonaro durante anos e anos, envolvido, segundo o Ministério Público estadual do Rio de Janeiro, em muitas coisas fora da lei. (...) O presidente fez uma live ontem em que ele disse, primeiro, que foi uma prisão espetaculosa, como se Queiroz fosse o maior bandido do Brasil. (...) O presidente se mostrou muito incomodado com isso e vai se incomodar muito mais ainda", disse.

MK frisou que muitos apoiadores de Bolsonaro também estão incomodados com o caso Queiroz, já que o combate à corrupção foi uma das principais bandeiras de campanha do hoje presidente. "E eu assisti gente dizer que ele no primeiro ano foi o melhor presidente do Brasil. Veja que 'tontería', como se diz no espanhol. E gente dizendo que não há até agora um caso de corrupção no governo Bolsonaro. Será que não há? (...) Vocês pensam que eu gosto disso? Não gosto nem um pouco. Fico triste, fico angustiado, porque no meio dessa pandemia toda, nós já estamos num desgoverno absoluto e total, com um presidente que só desperta ódio", analisou.
Outro assunto abordado por MK foi a saída de Abraham Weintraub do Ministério da Educação. "O pior ministro da Educação que o Brasil já teve ou imaginou ter. Ignorante, grosseiro, mal educado, e que fez uma gravação se despedindo do presidente, a coisa mais ridícula que eu já vi na minha vida. O presidente, nitidamente incomodado, provavelmente pela situação de Queiroz, como também pela situação da saída do Weintraub. Eu fiquei constrangido de ver, assim, pelo presidente, sinceramente, do ponto de vista humano", pontuou.

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