Editorial

MK celebra aprovação de marco do saneamento básico; ouça

"Eu sou totalmente favorável que a iniciativa privada entre nisso (...) pra tirar o povo brasileiro da lama, das fezes e da falta de água", disse

[MK celebra aprovação de marco do saneamento básico; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 25 de Junho de 2020 ⋅ 08:27

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (25), Mário Kertész celebrou a aprovação do marco do saneamento básico no Senado Federal. Entre outros pontos, o texto autoriza a entrada da iniciativa privada no segmento de água e esgoto, facilitando a privatização de estatais. Relembrando o projeto Camurujipe, implantado em sua gestão como prefeito, MK se disse "totalmente favorável" à mudança.

"O Senado aprovou a legislação que muda o saneamento básico no Brasil. Eu vou dizer uma coisa a vocês: eu sou totalmente favorável que a iniciativa privada entre nisso. Investimentos necessários entre R$ 500 bilhões e R$ 700 bilhões pra tirar o povo brasileiro da lama, das fezes e da falta de água. Até aqui, nenhum governo conseguiu fazer isso. Não tem dinheiro, faz um pedaço, faz outro, e aí? Agora a gente vê isso com lentes de aumento nessa pandemia. Então é preciso acabar com essa coisa de dizer 'não, estamos entregando', nós não temos dinheiro, e saneamento básico é vida, é vida, é tão importante quanto educação! Saneamento básico é saúde! Eu sei, eu vivi isso. Quando fui prefeito, fiz com o grande [arquiteto] Lelé o grande projeto Camurujipe, que tirou da lama, das fezes e do esgoto 500 mil moradores desta cidade do Salvador. E eu sei como isso melhorou a qualidade e a expectativa de vida, e deu dignidade a essas pessoas. Sou ferrenho defensor disso e espero que o presidente Jair Bolsonaro sancione", disse.

MK também falou sobre a nuvem de gafanhotos que se aproxima do Brasil, levando o Ministério da Agricultura a declarar emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. "Eu tô vendo aí a praga dos gafanhotos, chegou na Argentina e tá no Uruguai, na fronteira do Rio Grande do Sul, destruindo, rapaz, é uma destruição que vocês não imaginam. Aí eu me lembrei de Moisés tentando libertar os judeus escravos nos egitos, as pragas, o faraó não acreditava, até que veio a última praga, que era a morte do primogênito de cada um dos egípcios. E tem um gospel americano que diz 'deixe meu povo', 'let my people go'. Será que essa praga é uma praga de Deus para fazer com que os governantes do Brasil e do mundo libertem o povo? O que é libertar o povo? Dar o mínimo de dignidade a ele", pontuou.

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