Editorial

Reabertura precipitada 'não dá certo', diz MK; ouça

Mário Kertész ainda homenageou o antropólogo Roberto Albergaria, que faleceu há cinco anos e marcou a trajetória da Rádio Metrópole com seus comentários irreverentes

[Reabertura precipitada 'não dá certo', diz MK; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 03 de Julho de 2020 ⋅ 08:16

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (3), Mário Kertész voltou a reforçar os riscos de uma reabertura precipitada das atividades econômicas no Brasil em meio à pandemia do coronavírus. Ele citou o caso do Rio de Janeiro, onde os bares e restaurantes retomaram o funcionamento com aglomerações.

"Vocês viram aí a pressão toda, ontem eu vi vídeos de donos de restaurantes, até gente conehcida, que eu sei que são pessoas sérias, e que estão vendo seus negócios se arruniarem e estão batalhando. Acredite, não tenho nada contra isso. Agora, acontece que não adianta abrir. O Rio de Janeiro abriu, eu estava vendo as fotos dos bares e restaurantes, tudo lotado! Gente nas calçadas, sem máscara, na maior bagunça, como se não tivesse acontecendo nada. Não está vendo que isso não dá certo, não funciona, e que com isso só vai aumentar o número de mortes, de infectados, e mais necessidade de UTIs? O critério é claro! O governador [da Bahia] e o prefeito [de Salvador] definiram claramente: chegou em 70% de ocupação das UTIs, para. Baixou, solta, e vai liberando progressivamente, até a gente ver o comportamento desse vírus. No mundo todo ele está muito estranho", avaliou.

MK também prestou uma homenagem ao antropólogo Roberto Albergaria, que faleceu há cinco anos. "Albrega", como era carinhosamente chamado, marcou a trajetória da Rádio Metrópole com seus comentários e contribuições irreverentes.

"Que saudade. Muita saudade dele. uma grande figura, um grande professor, foi preso e torturado durante a ditadura militar, e isso trouxe sequelas sérias a ele, principalmente físicas, claro que também psicológicas. Albreguinha, receba daqui o nosso abraço, eu mando pra você um beijo, porque você merece. Você foi um grande companheiro, grande conselheiro meu. Quantos artigos ele escreveu pro Jornal, pra [extinta] Revista da Metrópole, quantos conselhos ele me deu. Ele foi uma figura maravilhosa. (...) Ele gostava, inclusive, de se desconstruir. Eu muitas vezes dizia a ele, 'Albrega, por que você se trata tão mal?'. Mas ele fazia isso mesmo. Sei lá, desencanto com a vida. Mas foi uma vida de luz", disse.

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