Editorial

MK relembra eventos históricos ocorridos em 11 de setembro; ouça

Mário Kertész recordou o golpe militar no Chile, em 1973, e a queda das Torres Gêmeas, em 2001, além de falar sobre a posse de Luiz Fux no comando do STF

[MK relembra eventos históricos ocorridos em 11 de setembro; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 11 de Setembro de 2020 ⋅ 08:53

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (11), Mário Kertész relembrou os acontecimentos históricos que marcam o dia 11 de setembro: a derrubada do presidente do Chile, Salvador Allende, em 1973, dando início a um regime militar comandado por Augusto Pinochet, e o atentado terrorista que derrubou o World Trade Center, em Nova York.

"Eu estive no Chile pouco antes da queda de Allende, para visitar meu irmão Eduardo, de abençoada memória. Já dava pra sentir que a coisa ia engrossar. Você não achava cigarro pra comprar, depois de alguns dias você não achava um bico de mamadeira. Aí... Coisa estranha isso, né? Descobriram milhares de bicos de mamadeiras jogados no rio Mapucho. Tudo feito sob as ordens da CIA, contando com os grupos reacionários. (...) Pinochet matou, fez miséria. Um amigo meu, colega de turma e meu compadre, estava estudando no Chile com a família, foi preso, levado pro Estádio Nacional, tratado na porrada, e chegaram a colocá-lo no Pelotão de Fuzilamento. Mas as balas eram de festim. Agora, imagine a sensação que essa pessoa teve, assim como vários que eram mortos, assassinados", disse.

Sobre a queda das Torres Gêmeas, MK acrescentou: "Foi um dia muito triste, e a partir dali o mundo mudou. Assim como nós estamos vivendo hoje uma pandemia e muita gente pensa que depois da pandemia vamos viver como vivíamos antes. Não vamos não. Não é porque eu não queira, eu queria muito. Mas não vai. Antes de 11 de setembro de 2001 você chegava pra embarcar no aeroporto, fazia o check-in, atravessava e entrava. Hoje, meu compadre, você tem que chegar com três horas de antecedência, porque vão ver seu passaporte, checar sua mala. E a gente se acostumou e aceitou, porque é uma forma também de a gente ter segurança".

MK também falou sobre a posse de Luiz Fux como presidente do Supremo Tribunal Federal, sucedendo Dias Toffoli.  "No discurso ele disse que vai comandar a Corte sem subserviência e sem excesso de intimidade. Gostei disso. Não sei se ele vai ser um bom presidente, não sei, não sei qual é a dele, mas gostei dessas palavras, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Parece que Dias Toffoli estava íntimo, inclusive domingo passado foi almoçar na casa de um almirante, junto com Bolsonaro", pontuou.

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