Editorial

MK avalia articulação entre Huck e Moro: 'Estão procurando o Biden brasileiro'

Âncora da Metrópole comenta aproximação de prováveis nomes para a disputa das eleições de 2022

[MK avalia articulação entre Huck e Moro: 'Estão procurando o Biden brasileiro']
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Metro1 no dia 10 de Novembro de 2020 ⋅ 08:19

Mário Kertész falou hoje sobre como a eleição de Joe Biden pode influenciar na eleição de 2022 no Brasil. Em comentário na manhã de hoje (10), durante o Bom Dia com Mário Kertész na Rádio Metrópole, ele afirmou que a articulação entre o ex-ministro Sérgio Moro e o apresentador Luciano Huck tem claros fins eleitorais.

"Essa eleição nos EUA começa a movimentar o mundo todo, inclusive o Brasil. Luciano Huck já foi atrás de Sérgio Moro e ontem almoçou com Rodrigo Maia. Estão procurando um Biden brasileiro. Quem seria? Seria Moro? Seria Huck? Seria Ciro? Está todo mundo se movimentando nesta direção: 'vamos buscar o Biden brasileiro'. Rodrigo Maia já foi, e eu gostei, disse que Moro não, é de extrema-direita. Não sei se Sérgio Moro ainda serve ou se teria alguma força eleitoral. Pode ser que tenha. Às vezes a gente não sabe", disse MK.

"A movimentação política, se mexe uma peça no tabuleiro, as outras começam a se mexer também, em polvorosas. No fim de semana que Biden consagrou a vitória dele, já no início dessa Huck vai para Curitiba, volta para Brasília. Todo mundo querendo descobrir quem será o Biden brasileiro. O Trump brasileiro todo mundo já sabe quem é. Falta agora descobrir quem é o Biden brasileiro", acrescentou. 

Ainda segundo o âncora da Metrópole, a situação de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão está cada vez mais indefinida por conta dos posicionamentos do vice presidente. "Estou sentindo que o climão entre o general Mourão, vice presidente da República, e o capitão Bolsonaro está começando a esquentar cada vez mais. No princípio do governo, uma rápida recapitulação, Mourão estava muito afastado. Ele tinha posições muito diferentes de Bolsonaro. Num determinado momento, ele começou a se aproximar e defender muito o presidente. Para mim, um analista ordinário, eu achei que ele estava querendo tentar garantir a permanência dele para uma chapa em 2022. Num determinado momento, ele vai e 'para'. 'Por aqui eu não vou'. E está cada vez mais marcando o território dele", disse MK. 

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