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Justiça manda PF investigar suspeita de redução de mais de 50% da frota de ônibus em Salvador

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Salvador e São Paulo foram as capitais que mais pesaram na vitória de Lula, mostra levantamento
Juntas, as duas cidades deram ao presidente 1,5 milhão de votos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro, quase 28% da diferença nacional; ambas tiveram problemas de transporte no dia da votação

Foto: Ricardo Stuckert
Salvador e São Paulo foram as cidades onde o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a maior vantagem, em números absolutos, sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, que aconteceu neste domingo (25). Juntas, as duas capitais foram responsáveis por 27,6% da diferença total entre os dois candidatos.
Em Salvador, Lula teve 1.153.809 votos, 732.096 a mais que o adversário. Já em São Paulo, foram 3.864.354 votos, 766.431 a mais que Flávio. Somando as duas cidades, o petista chegou a 1.498.527 votos a mais que o candidato do PL. No país, a vantagem de Lula sobre Flávio foi de 5.430.191 votos. Do lado do candidato do PL, as maiores vantagens em números absolutos vieram de Curitiba, Joinville, Goiânia, Brasília, Campo Grande e Manaus.
As duas capitais que mais pesaram a favor de Lula foram também as que registraram denúncias de falta de ônibus no domingo (25). Esses casos, entre outros por todo o país, embasaram o pedido do PT pela prorrogação da votação até as 19h, acolhido pelo ministro do STF Cristiano Zanin.
Problemas de transporte
Em Salvador, o TRE-BA determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por descumprir a ordem de restabelecer a frota. Pelo menos 75 ônibus ficaram parados na garagem no início do dia. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) atribuiu o problema a “questões operacionais” e à presença de adesivos eleitorais nos veículos.
Em São Paulo, houve divergência sobre o tamanho da frota. A prefeitura, comandada por Ricardo Nunes (MDB), afirmava que a frota prevista para fins de semana bastaria, mas a Justiça Eleitoral determinou a circulação de 100% da frota operacional dos dias úteis.
Mesmo assim, a campanha de Lula denunciou que parte dos veículos seguia nas garagens e pediu a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. O pedido foi negado por um juiz eleitoral, que não viu elementos concretos para caracterizar flagrante.
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