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Trump afirma que eleição brasileira "pareceu mais uma eleição fraudada", mas diz gostar de Lula
Presidente americano destoa até de aliados conservadores, como Kast, Keiko Fujimori e De la Espriella, que parabenizaram o petista

Foto: Reprodução/Truth Social
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta segunda-feira (26) a condução da eleição presidencial brasileira, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Trump, o processo eleitoral “pareceu mais uma eleição fraudada”. Apesar da declaração, o americano afirmou que gosta do presidente brasileiro.
"Parecia outra eleição fraudada, francamente. Eu não tomei partido, mas foi uma péssima imagem para o mundo. As eleições precisam ser indiscutíveis, e, para mim, pareceu muito ruim", disse Trump a jornalistas ao deixar Washington com destino a um comício de campanha para as eleições legislativas de meio de mandato.
A declaração contrasta com a reação de outros líderes latino-americanos, inclusive políticos alinhados a Trump, que reconheceram a vitória de Lula. Entre eles estão o chileno José Antonio Kast, a peruana Keiko Fujimori e o colombiano Abelardo de la Espriella.
Trump evitou apoio
Trump havia cumprimentado Lula pela vitória em 2022, mas adotou uma postura mais reservada durante a campanha deste ano. No domingo (25), enquanto ocorria a votação no Brasil, limitou-se a dizer que acompanhava o processo, sem manifestar apoio a Flávio, filho de Jair Bolsonaro, aliado do presidente americano. O ex-presidente brasileiro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Durante o período que antecedeu a eleição, Trump utilizou tarifas comerciais e sanções como instrumentos de pressão em relação ao processo envolvendo Jair Bolsonaro. Flávio, por sua vez, apresentou durante a campanha uma plataforma de maior aproximação com Washington, incluindo possíveis acordos para exploração de minerais estratégicos e a adesão ao chamado Escudo das Américas, iniciativa de segurança e combate às drogas apoiada pelo governo Trump.
Repercussão internacional
Após a confirmação do resultado, Kast afirmou ter conversado com Lula e declarou que Brasil e Chile “têm muito futuro em comum”. Keiko Fujimori também cumprimentou o petista pela vitória, destacando a importância de fortalecer a “aliança estratégica” entre os dois países. Lula recebeu ainda mensagens de Santiago Peña, presidente do Paraguai; Rodrigo Paz, da Bolívia; José Raúl Mulino, do Panamá; Claudia Sheinbaum, do México; e Yamandú Orsi, do Uruguai.
Na Colômbia, Abelardo de la Espriella, que havia declarado apoio a Flávio durante a campanha, reconheceu a vitória de Lula e comparou o resultado brasileiro à eleição colombiana. Na disputa daquele país, o petista havia apoiado Iván Cepeda, adversário de De la Espriella. O presidente do Equador, Daniel Noboa, também parabenizou Lula e afirmou que os países da região têm “inimigos em comum”.
Fora da América Latina, a vitória de Lula também recebeu cumprimentos de autoridades internacionais. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que “a democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”. Também enviaram mensagens o presidente francês, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro espanhol, Pedro
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