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Reforma trabalhista de Milei é aprovada no Senado e avança para a Câmara
Texto recebeu 42 votos favoráveis e 30 contrários; votação foi marcada por protestos e confrontos em frente ao Congresso argentino

Foto: The White House
A reforma trabalhista proposta pelo presidente da Argentina, Javier Milei, foi aprovada pelo Senado na madrugada desta quinta-feira (12) e agora seguirá para análise da Câmara dos Deputados. O texto recebeu 42 votos favoráveis e 30 contrários.
A votação ocorreu em meio a protestos em frente ao Congresso, em Buenos Aires. Na quarta-feira (11), manifestantes e policiais entraram em confronto durante atos contra a proposta. Segundo a imprensa local, ao menos quatro agentes de segurança ficaram feridos e duas pessoas foram presas.
Conforme o jornal Clarín, as tensões começaram quando policiais tentaram confiscar bandeiras de ativistas de esquerda. Houve uso de spray de pimenta, balas de borracha e caminhão com canhão d’água por parte das forças de segurança. Manifestantes atiraram pedras e garrafas contra os policiais, e uma cerca foi derrubada durante os confrontos.
A reforma prevê flexibilização de contratos de trabalho, redução de indenizações, facilitação de demissões e limitação de direitos trabalhistas. O governo argumenta que as mudanças devem estimular a formalização em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores atuam na informalidade, além de reduzir custos com ações judiciais.
A oposição e sindicatos criticam a proposta, afirmando que ela não garantirá geração de empregos em um cenário de estagnação econômica, queda no consumo e retração industrial. Representantes do setor industrial também defendem que a reforma seja acompanhada de medidas de incentivo à produção.
O governo negociou cerca de 30 alterações no texto original para acelerar sua tramitação na Câmara. A meta é aprovar a proposta antes de 1º de março, quando Milei abrirá o novo período de sessões ordinárias do Congresso.
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