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Quase oito meses após prisão de Maduro, Trump afirma que Venezuela ainda não está pronta para eleições

Internacional

Quase oito meses após prisão de Maduro, Trump afirma que Venezuela ainda não está pronta para eleições

Presidente dos EUA afirma que país avançou desde a captura de Nicolás Maduro, mas descarta retorno imediato ao processo eleitoral

Quase oito meses após prisão de Maduro, Trump afirma que Venezuela ainda não está pronta para eleições

Foto: The White House Gallery

Por: Metro1 no dia 25 de julho de 2026 às 09:22

Atualizado: no dia 25 de julho de 2026 às 09:33

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (24) que a Venezuela ainda não reúne condições para realizar eleições, quase oito meses após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas.

Ao comentar a situação política do país, Trump disse que houve avanços desde a mudança de governo, mas afastou a possibilidade de uma votação em curto prazo. "Eles ainda não estão prontos para as eleições, mas muito progresso foi feito", declarou.

O republicano também elogiou a presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do país após a deposição de Maduro. "Delcy está fazendo um trabalho fantástico", afirmou durante conversa com jornalistas na Casa Branca.

Além da avaliação política, Trump destacou a retomada da produção de petróleo venezuelano e afirmou que parte da produção está sendo enviada para refinarias nos Estados Unidos. "O petróleo está sendo enviado para Houston e para Louisiana para ser refinado", disse.

Apesar das declarações sobre avanços, organizações de direitos humanos afirmam que a Venezuela ainda mantém estruturas de repressão e centenas de presos políticos. Um relatório da ONU divulgado em março apontou que os mecanismos responsáveis por violações de direitos humanos continuam em funcionamento.

A fala de Trump também representa um novo revés para a oposição venezuelana, que defendia a realização de eleições após a queda de Maduro. O presidente americano afirmou que, quando o país estiver preparado para votar, os Estados Unidos acompanharão o processo "bem de perto".