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Terremoto no Japão deixa mortos e desaparecidos após explosão em shopping

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Terremoto no Japão deixa mortos e desaparecidos após explosão em shopping

Alerta de tsunami foi cancelado horas depois, mas autoridades monitoram risco de novos terremotos.

Terremoto no Japão deixa mortos e desaparecidos após explosão em shopping

Foto: Reprodução/X

Por: Metro1 no dia 28 de julho de 2026 às 07:41

Atualizado: no dia 28 de julho de 2026 às 11:05

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão na madrugada desta terça-feira (28) e foi seguido por uma forte explosão em um shopping na cidade de Kashima, agravando o cenário de destruição. Há registros de mortos, feridos, desaparecidos e pessoas presas sob os escombros, segundo informações divulgadas por autoridades e pela imprensa japonesa.

Imagens aéreas mostram que parte do teto do shopping Aeon Mall desabou após a explosão. As emissoras Fuji TV e TBS informaram que o incidente provocou diversas mortes e deixou vários feridos, embora ainda não haja um balanço oficial das vítimas. Já a NHK informou que entre 20 e 30 trabalhadores continuam desaparecidos no local.

A polícia da província de Kumamoto afirmou acreditar que há um número significativo de mortos no shopping e que equipes de resgate trabalham na busca por pessoas soterradas. O Corpo de Bombeiros informou que o prédio foi evacuado, mas ainda não conseguiu confirmar quantas pessoas permaneceram no interior do estabelecimento.

O tremor teve epicentro em terra, entre as cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, conforme a Agência Meteorológica do Japão (JMA). O abalo ocorreu a apenas 10 quilômetros de profundidade, sendo considerado superficial, e foi seguido por quatro réplicas com magnitudes entre 4,4 e 5,6.

A primeira-ministra Sanae Takaichi informou que o terremoto provocou danos em diversas regiões, incluindo desabamentos, incêndios, interrupção no fornecimento de energia, além de prejuízos em estradas e pontes. Segundo ela, as cidades de Uki e Hikawa registraram intensidade máxima 7 na escala sísmica japonesa, o nível mais elevado.

O governo japonês criou uma força-tarefa para coordenar as operações de resgate e atendimento às áreas afetadas. Alertas de emergência foram emitidos para as províncias de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas em Kyushu, onde milhares de imóveis ficaram sem energia elétrica.

As autoridades também alertaram para a possibilidade de um novo terremoto de grande intensidade nos próximos três dias, devido à força do tremor principal e à baixa profundidade do epicentro.

Inicialmente, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta de tsunami para ondas de até um metro de altura, orientando moradores a deixarem as áreas costeiras. O aviso, no entanto, foi cancelado cerca de duas horas depois. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico informou que não havia risco para o Havaí nem para Samoa Americana.

O terremoto foi sentido também na Coreia do Sul. Moradores da cidade de Incheon, próxima à capital Seul, relataram pequenos tremores, segundo a agência Yonhap.

A operadora ferroviária JR Kyushu suspendeu a circulação de trens, incluindo o serviço do trem-bala Shinkansen. O jornal Nikkei informou que passageiros ficaram feridos em uma das composições durante o abalo. Apesar dos danos registrados, o órgão regulador do setor nuclear informou que não houve anormalidades nas usinas da região.

O Japão está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das áreas com maior atividade sísmica do planeta. O país concentra cerca de 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6 registrados em todo o mundo.