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Após ameaças de Trump, Canadá aceita convite para ser membro associado da União Europeia

Internacional

Após ameaças de Trump, Canadá aceita convite para ser membro associado da União Europeia

Primeiro-ministro canadense defendeu, nesta quinta-feira (17), maior autonomia diante das pressões comerciais dos Estados Unidos

Após ameaças de Trump, Canadá aceita convite para ser membro associado da União Europeia

Foto: Agência Efe/Folhapress

Por: Metro1 no dia 17 de setembro de 2026 às 09:27

Atualizado: no dia 17 de setembro de 2026 às 12:12

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou nesta quinta-feira (17) que aceitou o convite da União Europeia (UE) para que o país se torne "membro associado" do bloco. A proposta é inédita na história da UE e ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre Canadá, Estados Unidos e Europa.

Carney afirmou que a aproximação com a UE "é algo positivo, não uma reação" e destacou que um Canadá fortalecido também pode manter uma relação mais equilibrada com os Estados Unidos. Sobre as críticas do presidente Donald Trump, o premiê declarou: "ninguém vai ditar com quem nós [Canadá] fazemos acordos".

Reação de Trump

Na quarta-feira (16), Trump classificou como “cômico” o convite feito pela UE ao Canadá e ameaçou adotar medidas contra os dois lados caso o acordo avance. “Se eles fizerem isso e se eu considerar que se trata de algum tipo de ato hostil, vou impor tarifas muito pesadas ou interromper o comércio com a Europa em muitas áreas”, afirmou.

As declarações ocorrem após meses de tensão entre Washington e Ottawa, marcados por tarifas e ameaças relacionadas à soberania canadense. Canadá e União Europeia também enfrentam pressão comercial dos Estados Unidos e o avanço da influência econômica da China.

Associação ainda depende de votação

Durante discurso no Parlamento Europeu, Carney afirmou que Canadá e UE "são mais fortes juntos". Segundo ele, a associação não pretende criar um novo bloco geopolítico ou competir diretamente com outras potências, mas aumentar a capacidade dos dois lados de proteger seus interesses.

"Não buscamos poder para dominar os outros, pelo contrário, buscamos resiliência e autonomia para que ninguém e nem possa controlar nossos mercados abertos, prejudicar nossa soberania, ameaçar nossa integridade territorial ou minar nossas liberdades, nossas democracias e nosso Estado de Direito", afirmou.

O convite foi feito na quarta-feira pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Apesar da aceitação de Carney, a associação ainda precisa ser debatida e votada pelo Parlamento canadense, que terá a decisão final sobre a entrada do país como membro associado da UE.