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Milei apresenta projeto para punir empresas que atuam nas Ilhas Malvinas
Internacional
Milei apresenta projeto para punir empresas que atuam nas Ilhas Malvinas
Medida amplia a pressão argentina sobre companhias ligadas à exploração de petróleo nas proximidades do território

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O governo da Argentina apresentou nesta quinta-feira (17) um projeto de lei para ampliar as medidas contra empresas que atuam nas Ilhas Malvinas, aumentando a tensão com o Reino Unido pela disputa sobre o território. A proposta mira principalmente companhias envolvidas na exploração de recursos naturais na região. As informações são do g1.
Segundo comunicado do gabinete do presidente Javier Milei, a medida pretende “punir aqueles que exploram ilegalmente nossos recursos naturais, criar incentivos para que cessem essa conduta e fornecer ao governo nacional instrumentos para se proteger contra ameaças externas”.
Escalada na disputa
A iniciativa ocorre uma semana depois de o governo argentino anunciar a construção de uma base militar na Terra do Fogo e processos para aplicar sanções econômicas contra pelo menos 60 empresas e indivíduos ligados à exploração de petróleo offshore nas proximidades das ilhas.
A Argentina reivindica a soberania sobre as Malvinas, território ultramarino britânico chamado de Ilhas Falkland pelo Reino Unido. Londres, por sua vez, mantém a posição de que o território é britânico. A disputa levou os dois países a uma guerra em 1982, vencida pelos britânicos após cerca de dez semanas de combates.
Desde então, o Reino Unido mantém o controle das ilhas e afirma que não existem dúvidas sobre sua soberania. O governo britânico também sustenta que essa é a posição da maioria dos moradores locais. A ofensiva de Milei ocorre ainda em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar reavaliando a posição oficial de Washington sobre as Malvinas.
Motivo de disputa das ilhas
As Malvinas ficam a cerca de 600 quilômetros da costa da Patagônia e a aproximadamente 13 mil quilômetros do Reino Unido. A Argentina baseia sua reivindicação, entre outros argumentos, na ocupação inicial por autoridades espanholas e na administração argentina iniciada após a independência.
Em 1829, a Argentina nomeou um governador para as ilhas, mas autoridades britânicas expulsaram os argentinos em 1833. O Reino Unido afirma que sua reivindicação remonta a 1765 e que enviou forças militares para retirar os argentinos do território. Em 1982, a Argentina tentou recuperar as ilhas pela força, dando início à guerra. O conflito deixou 649 soldados argentinos, 255 britânicos e três moradores das ilhas mortos. Em 2013, um plebiscito local decidiu pela permanência das Malvinas como território ultramarino britânico.
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