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Baiana correspondente do New York Times narra insulto sofrido nos EUA

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Baiana correspondente do New York Times narra insulto sofrido nos EUA

A jornalista baiana Fernanda Santos, correspondente-chefe do jornal The New York Times em Phoenix, capital do Arizona, onde reside há quatro anos, foi ofendida por um americano sentado ao seu lado em uma cafeteria por estar falando em espanhol no telefone. [Leia mais...]

Baiana correspondente do New York Times narra insulto sofrido nos EUA

Foto: Reprodução / Down Town Devil

Por: Laura Lorenzo no dia 11 de novembro de 2016 às 17:11

A jornalista baiana Fernanda Santos, correspondente-chefe do jornal The New York Times em Phoenix, capital do Arizona, onde reside há quatro anos, foi ofendida por um americano sentado ao seu lado em uma cafeteria por estar falando em espanhol no telefone. De acordo com a brasileira, ela falava com a babá de sua filha, que é uma imigrante mexicana, quando o homem levantou e gritou com ela: "Speak English!" (fale inglês!). Fernanda contou que ficou chocada, e respondeu que falava quatro idiomas, ao que o americano gritou novamente "Fuck off" (vai ser f***) e foi embora.
 
Em seu Twitter, a jornalista contou a história, que viralizou. "Nunca tinha sentido como se eu não fosse bem-vinda", escreveu. "Não é a primeira vez que uma minoria é maltratada. A diferença é que, por ser repórter, tenho uma plataforma. O meu objetivo em escrever [no Twitter] não foi ridicularizar aquela pessoa. Foi apenas ressaltar que é algo que pode acontecer com qualquer um", completou.

Ainda de acordo com a brasileira, um nome do calibre de Donald Trump, recém-eleito presidente dos EUA, adotando um discurso contra minorias dá uma espécie de "licença" para que pessoas que antes só pensavam de tal maneira se expressem, de fato, nesse sentido. "Se ele pode falar, por que eu não posso?", exemplifica ela. 

O Arizona é um estado que tem fama pelo conservadorismo e hostilidade com imigrantes, mas, em conversa com a Época Negócios, Fernanda defendeu:  "Não é uma verdade absoluta". "Em qualquer lugar, há pessoas cuja ignorância não permite que vejam o valor do diferente. No Brasil, eu sou mais uma brasileira. Aqui, sou diferente", disse a jornalista