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Retrato de credibilidade: após 12 anos, Datafolha volta a apurar eleitorado baiano
A última pesquisa realizada pelo instituto no estado foi em 2010, quando Jaques Wagner (PT) foi eleito governador com 63,83% dos votos

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Reportagem publicada originalmente no Jornal da Metropole em 25 de agosto de 2022
Aguardado com ansiedade por grupos políticos e eleitores mais atentos, o Datafolha retorna à Bahia depois de 12 anos sem apurar a intenção de voto dos baianos no pleito pelo Palácio de Ondina. O retorno acontece após a Rádio Metrópole FM de Salvador contratar, com exclusividade, o instituto, que é considerado um dos de maior credibilidade no mercado de pesquisa de opinião pública.
Diretora do Datafolha, Luciana Chong explica que a ausência do instituto nas quatro últimas eleições municipais e gerais aconteceu por falta de orçamento e patrocínio. A última pesquisa realizada no estado foi em 2010, quando Jaques Wagner (PT) foi eleito governador com 63,83% dos votos. Com sete edições, o instituto mostrou a escalada do petista, saindo de 44% em julho e atingindo 64% em meados de setembro, duas semanas antes da abertura das urnas.
A pesquisa desta semana já era aguardada e apontada pelas equipes dos candidatos como um retrato mais preciso sobre a tendência de intenção de voto do eleitorado. Chong atribui essa credibilidade ao rigor técnico e ao histórico de mais de três décadas atuando na área de inteligência de mercado e de opinião pública no país. A história do Datafolha começa em 1983, como um departamento de pesquisa e informática do Grupo Folha. Nove anos depois, o setor se tornou uma empresa independente e atingiu a marca de mil pesquisas.
Apesar disso, a diretora do Datafolha ressalta que a intenção das pesquisas nunca foi acertar o candidato que sairá vencedor. “Na verdade, é uma fotografia do momento. O objetivo é medir como está agora e apontar as tendências, se há um empate, se há um candidato liderando sozinho, se dois candidatos disputam a liderança. A intenção é avaliar o retrato daquele momento, por isso que fazemos um conjunto de pesquisas até o dia da eleição”, explica.
Para o retrato da Bahia, Chong aponta duas características que exigem ainda mais rigor na escolha da amostra. A primeira delas é a grande quantidade de cidades. Com 417, a Bahia é o quarto estado com maior número de municípios no Brasil. A segunda particularidade é a elevada concentração de eleitores no interior do estado. Dos 15 milhões de habitantes, a soma das três maiores cidades baianas - Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista - gira em torno de 4 milhões de pessoas ou apenas 26% da população do estado.
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