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A análise esculhambativa rompe com o sisudo sem vulgarizar o entretenimento
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A análise esculhambativa rompe com o sisudo sem vulgarizar o entretenimento
Das mais famosas e marcantes músicas da MPB até hits considerados “ousados”, o compositor Paulo Costa Lima não exita em unificar o clássico e o contemporâneo, pluralizando os ritmos

Foto: Metropress
Reportagem publicada originalmente no Jornal da Metropole em 29 de dezembro de 2022
Quem acompanha a Rádio Metropole e a música clássica, em geral, conhece bem a genialidade e sagacidade do musicista Paulo Costa Lima. Dotado de uma peculiaridade analítica única.
Em seus comentários na rádio, faz análises entre a dinâmica da melodia por trás de todo o conjunto da música, destrinchando partes que nós, os ouvidos “nus”, não conseguimos captar.
Uma das análises mais fora da curva foi a mistura da canção “Segura o Tchan” com a “Sinfonia n.º 5 de Bethoveen”, que deixa no ar um teor de sexualização e esculhambação.
Já na análise do Jingle ‘Acabou o papel!’, faz uma menção ao traço cultural da “escrachação”, deixando em aberto duas sugestões para o termo: a anarquia que nos liberta, permitindo um espaço de identidade com uma certa autonomia, ou a que nos aprisiona nessa identidade pret-a- -porter da brasilidade.
Citando o saudoso Roberto Albergaria, essa “brincadeiragem” das análises quebra o teor sisudo analítico e mantém uma forma de entretenimento sem perder o rigor. “A análise tem que rebolar, acho que foi esse o sentido que acabei encontrando nessa trajetória e que os ouvintes da Rádio têm prestigiado com tanta força”, explica Paulo, em agradecimento a mais um ano fazendo parte do Grupo Metropole.
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