Jornal Metropole
Pegue a visão: confira a rodada de dicas desta semana

Vencer como visitante pode ser o ponto de virada para o Bahia em 2026

Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia
Matéria publicada originalmente no Jornal Metropole em 05 de fevereiro de 2026
O triunfo do Bahia sob o Corinthians foi um pequeno passo no Brasileirão, mas um grande passo para exterminar o fantasma do clube no ano passado. Vencer fora de casa não parece uma Medusa, daquelas que só de olhar alguém vira pedra, mas o Tricolor só conseguiu fazer isso em três ocasiões no Campeonato Brasileiro de 2025. Começar a edição desta temporada com o pé direito longe da Fonte Nova pode mudar completamente o roteiro do Esquadrão de Aço na competição.
Os confrontos como visitante, ou seja, com o mando de campo do adversário, foram o calcanhar de Aquiles para o Bahia, não só no Brasileirão do ano passado, mas nos clássicos. Afinal, até o último Ba-Vi, o Esquadrão não vencia o Vitória no Barradão desde 2020. Conquistar pontos e grandes triunfos fora de casa são relevantes não só para avançar nas competições, mas para “criar casca” diante de momentos mais decisivos, o que vem sendo outro problema para a equipe liderada por Rogério Ceni.
Se dependesse apenas do desempenho na Fonte, o Bahia teria sido um dos candidatos ao título, pois foi o terceiro melhor mandante, com apenas dois pontos a menos que o primeiro do ranking, o Flamengo. O problema, no entanto, é que o Esquadrão foi também um dos piores visitantes da competição no ano passado. Os péssimos resultados fora de casa foram responsáveis pelo Tricolor não dar o salto esperado pela torcida em relação ao ano de 2024, que era a classificação direta para a Libertadores da América.
Neste início de 2026, em contrapartida, o Esquadrão apresenta lampejos de mais um passo a ser dado em seu projeto. O Bahia é um dos três times da primeira divisão que ainda não perdeu, junto ao Red Bull Bragantino e o Atlético Mineiro. Além de ser o único clube que mantém 100% de aproveitamento na temporada, por vencer todas as suas partidas. Entretanto, a forma como um ano começa não revela, necessariamente, como irá terminar. O passado ensina, porque em muitas temporadas anteriores o Tricolor passou por oscilações que determinaram sua queda em ocasiões importantes.
Nome na história
Da mesma fonte de talentos espanhóis que deu ao mundo Rafael Nadal, o tenista Carlos Alcaraz, de apenas 22 anos, venceu o Australian Open e fez história ao se tornar o atleta mais jovem a vencer todos os torneios de Grand Slam, os quatro maiores do tênis, em temporadas diferentes – o que inclui o US Open, Roland Garros e Wimbledon. E o que é melhor: derrotou o até então invicto em finais do Australian Open, o sérvio Novak Djokovic, por três sets a um.
Campeão improvável
O Corinthians de Yuri Alberto, Breno Bidon e Memphis derrotou o Flamengo e foi campeão da Supercopa Rei. Só os corintianos acreditavam na vitória do alvinegro, mas era só disso que a equipe precisava. O Fla tem um elenco tão forte que mesmo os reservas poderiam disputar o título do Brasileirão, mas os titulares não conseguiram ganhar do Timão. Junto à Copa do Brasil, já são dois títulos na conta do técnico Dorival Júnior pelo clube.
Volkanovski é melhor que José Aldo?
A queda do brasileiro Diego Lopes nas mãos de Alexander Volkanovski no UFC 325 não só o deixa mais longe de disputar o título mais uma vez, como também abre a discussão do campeão australiano ser o maior lutador da história da categoria peso-pena, superando José Aldo. Volkanovski empatou com o recorde de Aldo de oito vitórias em lutas pelo título, defendeu o cinturão em seis ocasiões, uma a menos que o ex-campeão, além de já o ter derrotado.
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