
Justiça
Moraes anula sindicância do CFM sobre atendimento médico a Bolsonaro
Depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina deve ser colhido em até dez dias

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta quarta-feira (7) a decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) que determinava a abertura de sindicância para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o magistrado, a medida foi considerada ilegal e sem competência correcional.
Na mesma decisão, Moraes ordenou que a Polícia Federal colha, em até dez dias, o depoimento do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo. O ministro também proibiu o conselho de adotar qualquer novo procedimento sobre o tema, ao apontar desvio de finalidade na iniciativa.
O entendimento do STF é de que não houve falha da equipe médica da Polícia Federal (PF), que teria atuado de forma adequada. Exames realizados no Hospital DF Star não indicaram complicações ou sequelas relacionadas ao episódio ocorrido na madrugada anterior.
Moraes ainda determinou que a direção do hospital envie, em até 24 horas, todos os exames feitos em Bolsonaro. O ex-presidente foi submetido a avaliações após uma queda na Superintendência da PF, onde cumpre pena, sem confirmação de crise convulsiva.
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