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Justiça condena sete integrantes da maior rede de tráfico de aves do país

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Justiça condena sete integrantes da maior rede de tráfico de aves do país

Líder da organização criminosa desarticulada pela operação “Fauna Protegida” recebeu pena superior a 18 anos de prisão

Justiça condena sete integrantes da maior rede de tráfico de aves do país

Foto: Divulgação/MPBA

Por: Metro1 no dia 29 de janeiro de 2026 às 16:04

Atualizado: no dia 29 de janeiro de 2026 às 16:12

Sete integrantes de uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de animais silvestres foram condenados à prisão na quinta-feira (22), após serem denunciados pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA). A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em parceria com as Promotorias de Justiça Regionais Ambientais de Itabuna e Ilhéus.

As condenações são resultado das investigações da operação “Fauna Protegida”, que desarticulou a maior rede de tráfico de aves silvestres do país. O grupo foi responsabilizado por crimes como organização criminosa, tráfico de fauna, maus-tratos a animais, receptação qualificada e lavagem de capitais.

Apontado como líder da organização, Weber Sena Oliveira foi condenado a 18 anos e 25 dias de reclusão, além de 1 ano, 2 meses e 11 dias de detenção. A esposa dele, Ivonice Silva, recebeu pena de 6 anos, 2 meses e 29 dias de reclusão, somados a 1 ano e 29 dias de detenção. Josevaldo Moreira Almeida foi condenado a 8 anos, 1 mês e 2 dias de reclusão, além de 1 ano, 2 meses e 21 dias de detenção.

Também foram condenados Uallace Batista Santos, Ademar de Jesus Viana, Gilmar José dos Santos e Messias Bispo dos Santos. Cada um recebeu pena de 5 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, acrescida de 1 ano, 4 meses e 22 dias de detenção.

De acordo com as investigações do Gaeco, a organização possuía uma estrutura criminosa sofisticada, com atuação nos estados da Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O esquema funcionava com divisão rigorosa de tarefas, movimentação financeira relevante e métodos típicos de uma engrenagem empresarial ilegal.

Segundo a denúncia, Weber Sena Oliveira coordenava a captura, aquisição e distribuição das aves silvestres, articulando fornecedores e organizando a logística do comércio ilícito. Ivonice Silva era responsável pelo núcleo financeiro da organização, administrando transações de alto valor. Já Uallace Batista Santos, Ademar de Jesus Viana, Messias Bispo dos Santos e Gilmar José dos Santos atuavam diretamente na captura e manutenção dos animais. Josevaldo Moreira Almeida, por sua vez, exercia o papel de redistribuidor em Salvador, garantindo o escoamento das aves para o mercado clandestino.