
Justiça
Malafaia pede rejeição de denúncia sobre ofensa ao comando do Exército
Caso aconteceu em 2025, quando Malafaia chamou generais de “frouxos, covardes e omissos”. Além de comentar que militares “não honram a farda que vestem”

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
O pastor Silas Malafaia solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeitasse a acusação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele pelas acusações de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva.
O caso aconteceu em 2025, quando Malafaia foi denunciado por falas proferidas durante uma manifestação em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida em São Paulo. Na ocasião, ele teria chamado os generais de “frouxos, covardes e omissos”. Além disso, comentou que os militares “não honram a farda que vestem”.
O que diz a defesa
A defesa do pastor afirmou que ele usou “palavras fortes” para criticar os generais de forma genérica, sem citar nominalmente Tomás Paiva.
“Reitere-se que não houve ofensas, mas sim críticas. E as críticas apresentadas pelo denunciado foram genéricas, não se voltando contra pessoas específicas ou identificando quem quer que seja, e, obviamente, não tendo o intuito de desonrar a suposta vítima”, argumentou a defesa.
Além de afirmar que o pastor não pode ser julgado pelo STF por não ter foro privilegiado, a defesa também disse que Malafaia se retratou das declarações.
STF exige explicação de Malafaia
Em janeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu 15 dias para o Pastor apresentar sua defesa em relação ao crime. A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 18 de dezembro, penúltimo dia antes do recesso do Judiciário.
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