
Justiça
Débora do Batom recorre ao STF para tentar obter redução de pena com Lei da Dosimetria
Defesa da cabeleireira questiona decisão de Alexandre de Moraes que suspendeu aplicação da norma aos condenados pelos atos de 8 de janeiro

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, apresentou nesta segunda-feira (11) um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo para ser beneficiada pela Lei da Dosimetria, promulgada na última sexta-feira (8).
A nova legislação prevê a possibilidade de redução de penas para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Entre os investigados e réus relacionados aos episódios está o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No recurso, os advogados da cabeleireira contestam a decisão individual do ministro Alexandre de Moraes, que no último sábado (9) suspendeu a aplicação da lei nas execuções penais dos condenados que já cumprem pena pelos atos antidemocráticos.
A defesa argumenta que a simples existência de ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) contra a norma não teria efeito automático para suspender sua validade. Segundo os advogados, a lei continua em vigor até que haja decisão cautelar específica do Supremo suspendendo seus efeitos.
As ações que questionam a constitucionalidade da Lei da Dosimetria foram apresentadas pelas federações formadas por PSOL, Rede Sustentabilidade, PT, PCdoB e PV, além da Associação Brasileira de Imprensa. Os processos ainda aguardam julgamento definitivo.
Débora foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro e por pichar com batom a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada em frente à sede do STF, em Brasília. Atualmente, ela cumpre prisão domiciliar por ser mãe de filhos menores de idade.
Segundo a defesa, a cabeleireira já cumpriu cerca de três anos de pena e poderia obter progressão para o regime semiaberto caso a nova legislação seja aplicada ao caso.
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