
Justiça
Moraes mantém prisão preventiva de condenados por planejar assassinato de Marielle e Anderson Gomes
Com exceção de Francisco Brazão, que cumpre prisão domiciliar diante do quadro de saúde considerado frágil, os outros condenados estão detidos em carcerárias do RJ

Foto: Divulgação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter presos os condenados por planejar o homicídio da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018, no Rio de Janeiro.
Os condenados pela Primeira Turma do Supremo em fevereiro foram:
- Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada — pena de 76 anos e 3 meses de prisão.
- João Francisco Inácio Brazão, deputado cassado: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada — pena de 76 anos e 3 meses de prisão.
- Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ: obstrução à justiça corrupção passiva — pena de 18 anos de prisão.
- Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar: duplo homicídio e homicídio tentado — pena de 56 anos de prisão.
- Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão: organização criminosa — pena de 9 anos de prisão.
Como ainda é possível apresentar recurso contra a condenação, os condenados ainda não iniciaram o cumprimento das penas de forma definitiva. O magistrado ressaltou em sua decisão que não surgiram fatos novos desde o julgamento que justifiquem rever as prisões preventivas.
"Não houve nenhum fato superveniente que alterasse a situação processual analisada pela Primeira Turma no momento do julgamento da ação penal, razão pela qual, deve ser mantida a custódia preventiva até o trânsito em julgado", disse o Moraes.
Apenas Francisco Brazão cumpre prisão domiciliar diante do quadro de saúde considerado frágil. Todos os outros condenados estão detidos em carcerárias do Rio de Janeiro.
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