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Moraes mantém prisão preventiva de condenados por planejar assassinato de Marielle e Anderson Gomes

Com exceção de Francisco Brazão, que cumpre prisão domiciliar diante do quadro de saúde considerado frágil, os outros condenados estão detidos em carcerárias do RJ

Moraes mantém prisão preventiva de condenados por planejar assassinato de Marielle e Anderson Gomes

Foto: Divulgação

Por: Metro1 no dia 25 de maio de 2026 às 18:34

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter presos os condenados por planejar o homicídio da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018, no Rio de Janeiro.

Os condenados pela  Primeira Turma do Supremo em fevereiro foram:

  • Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada — pena de 76 anos e 3 meses de prisão.
  • João Francisco Inácio Brazão, deputado cassado: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada — pena de 76 anos e 3 meses de prisão.
  • Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ: obstrução à justiça corrupção passiva — pena de 18 anos de prisão.
  • Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar: duplo homicídio e homicídio tentado — pena de 56 anos de prisão.
  • Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão: organização criminosa — pena de 9 anos de prisão.

Como ainda é possível apresentar recurso contra a condenação, os condenados ainda não iniciaram o cumprimento das penas de forma definitiva. O magistrado ressaltou em sua decisão que não surgiram fatos novos desde o julgamento que justifiquem rever as prisões preventivas.

"Não houve nenhum fato superveniente que alterasse a situação processual analisada pela Primeira Turma no momento do julgamento da ação penal, razão pela qual, deve ser mantida a custódia preventiva até o trânsito em julgado", disse o Moraes.

Apenas Francisco Brazão cumpre prisão domiciliar diante do quadro de saúde considerado frágil. Todos os outros condenados estão detidos em carcerárias do Rio de Janeiro.