
Justiça
Caso Henry Borel: delegados e peritos serão ouvidos no Tribunal do Júri
Acusação aposta em relatos técnicos sobre agressões sofridas por Henry

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retoma na manhã desta terça-feira (26) o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. A expectativa é que o segundo dia da sessão seja marcado pelos depoimentos de testemunhas consideradas fundamentais pela acusação.
Entre os convocados para depor estão os delegados Edson Henrique Damasceno e Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, que conduziram as investigações do caso, além do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e do perito Luiz Carlos Leal Prestes. Os relatos devem abordar pontos decisivos do processo, como a causa da morte da criança, a sequência das agressões e o comportamento dos réus antes e depois do crime.
O julgamento acontece no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Central do Rio, e foi retomado na segunda-feira (25), após ter sido adiado em março. Apesar da reabertura da sessão, o primeiro dia terminou sem a escuta das testemunhas previstas.
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, depois de chegar ao Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, em parada cardiorrespiratória. No início, a morte foi tratada como suspeita de mal súbito, mas exames posteriores apontaram diversas lesões pelo corpo e indícios de violência.
A investigação conduzida pela Polícia Civil concluiu que a criança sofria agressões recorrentes antes da morte. O caso teve grande repercussão nacional e levou à criação da Lei Henry Borel, voltada ao combate à violência contra crianças e adolescentes.
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