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Caso Mãe Bernadete: terceiro acusado tem julgamento marcado em Salvador

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Caso Mãe Bernadete: terceiro acusado tem julgamento marcado em Salvador

Acusado permanece preso preventivamente e será o terceiro réu do caso a enfrentar o Tribunal do Júri

Caso Mãe Bernadete: terceiro acusado tem julgamento marcado em Salvador

Foto: Reprodução / Arte sobre foto de Walisson Braga/Conaq

Por: Metro1 no dia 18 de agosto de 2026 às 11:50

Atualizado: no dia 18 de agosto de 2026 às 11:54

O traficante Josevan Dionísio dos Santos, conhecido como “BZ” ou “Buzuim”, será o terceiro acusado pela morte da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, a Mãe Bernadete, a enfrentar o Tribunal do Júri. O julgamento está marcado para 13 de outubro, às 8h, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. O caso completou três anos nesta segunda-feira (17). Segundo a acusação, Josevan teria participado diretamente da execução da líder quilombola, realizada em agosto de 2023, dentro da sede da Associação Quilombola Pitanga dos Palmares, em Simões Filho.

De acordo com o advogado da família, Hédio Silva, Josevan seria o segundo executor e teria efetuado vários disparos contra Mãe Bernadete. A acusação afirma ter provas testemunhais e periciais, além da arma utilizada no crime. O Ministério Público da Bahia aponta que a atuação da líder em defesa da comunidade quilombola e contra o avanço do tráfico teria entrado em conflito com os interesses de uma organização criminosa que atuava na região.

Josevan foi pronunciado por homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima. O processo foi separado dos demais réus e o julgamento transferido de Simões Filho para Salvador por decisão do Tribunal de Justiça da Bahia. O desaforamento ocorreu após decisão definitiva em maio deste ano. A mudança de comarca não altera a acusação nem representa antecipação de culpa. Josevan permanece preso preventivamente.

Antes dele, Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos foram julgados e condenados pela morte de Mãe Bernadete. Marílio, apontado como mandante pela investigação, morreu posteriormente durante uma operação policial. Com o novo julgamento, a Justiça volta a analisar a participação individual de outro acusado na execução da líder quilombola.