
Justiça
STJ nega dois novos habeas corpus de Deolane Bezerra
Defesa contesta manutenção da prisão preventiva e afirma que recorrerá; TJ-SP marcou novo julgamento para terça-feira (27)

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta quarta-feira (21), dois novos pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa preventivamente sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a defesa, o tribunal não conheceu dos pedidos por entender que o habeas corpus foi utilizado no lugar do recurso adequado. Apesar disso, o relator analisou o mérito para verificar a existência de eventual ilegalidade flagrante.
Os advogados contestaram a decisão e classificaram a prisão preventiva como “desnecessária, desproporcional e ilegal”. Em nota, informaram que vão recorrer.
Novo julgamento no TJ-SP
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) marcou para a próxima terça-feira (27), às 13h30, um novo julgamento do pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane. A sessão será presencial, no Palácio da Justiça.
Investigação sobre lavagem de dinheiro
Deolane foi presa em maio deste ano, no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC.
De acordo com as investigações, a influenciadora mantinha vínculos pessoais e negociais com um dos gestores fantasmas de uma transportadora investigada pelas autoridades. A polícia também apontou movimentações financeiras expressivas, incompatibilidade patrimonial e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando da facção.
Os levantamentos identificaram o uso de empresas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão.
Para os investigadores, a exposição pública de Deolane, sua atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial poderiam servir para conferir aparência de legalidade aos recursos e dificultar a identificação de sua origem. As suspeitas ainda são objeto de investigação.
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