Justiça

Amab repudia ataques a juíza durante julgamento no Fórum do Imbuí

De acordo com testemunhas, a magistrada teria sido agredida verbalmente, que ainda teria tentado intimidá-la

[Amab repudia ataques a juíza durante julgamento no Fórum do Imbuí]
Foto : Divulgação/TJBA

Por Metro1 no dia 07 de Junho de 2019 ⋅ 18:00

A Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), entidade de classe que representa os juízes e desembargadores integrantes do Poder Judiciário da Bahia, repudiou ataques sofridos pela juíza Isabela Kruschewsky, titular da 32ª Vara dos Juizados Especiais e da 2ª Turma Recursal da Comarca de Salvador, durante um julgamento ocorrido ontem (6), no Fórum Regional do Imbuí, em Salvador.

De acordo com testemunhas, a magistrada teria sido agredida verbalmente pelo advogado Paulo Kleber Carneiro Carvalho Filho, que ainda teria tentado intimidá-la. O caso foi divulgado após circular nas redes sociais hoje (7). 

Segundo a AMAB, o advogado, após uma sustentação oral, emitiu palavras ofensivas depois de não obter julgamento favorável em uma ação na qual ele advogava em causa própria. 

De acordo com a magistrada, ao iniciar a suposta reunião, foi surpreendida com comportamento antiético e sem previsão legal, pois pretendia o advogado que as juízas "explicassem" decisões judiciais que lhe foram desfavoráveis, conferidas em processos, nos quais foram resguardados todos os princípios processuais e constitucionais, as quais estavam devidamente fundamentadas. Ao perceber que se tratava de mero inconformismo da parte, a juíza explicou que não existia motivo para prosseguir, pois não havia previsão legal ou regimental para tal ato. 

A AMAB aponta que o advogado tentou forjar uma "situação que a levasse a suspeição". "A magistrada, desta forma, afirmou que tal expediente não traduzia honestidade por parte do advogado. Inconformado com o rumo da reunião, lamentavelmente, o Bacharel optou por exercer o seu inconformismo através da truculência e arbitrariedade, infringindo os limites de urbanidade e respeito, chegando a insinuar que a Magistrada recebia vantagens indevidas, ante a inexistência de argumentação jurídica válida e relevante, conforme consta em áudio distribuído pelo próprio", afirma a associação, em nota. 

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