Justiça

Operação Faroeste: acervo ‘criminoso’ de obras de ex-presidente do TJ é 'digno de museu', diz PGR

Maria do Socorro foi presa após ser flagrada em grampos comandando a destruição de provas. A juíza está custodiada no o Núcleo de Custódia da Polícia Militar de Brasília

[Operação Faroeste: acervo ‘criminoso’ de obras de ex-presidente do TJ é 'digno de museu', diz PGR]
Foto : Divulgação / TJ-BA

Por Alexandre Galvão no dia 11 de Dezembro de 2019 ⋅ 07:11

Denunciada no bojo da Operação Faroeste pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, a ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Maria do Socorro Barreto Santiago, tinha um acervo de obras "digno do museu nacional", afirma a Procuradoria-geral. 

Na casa de Socorro, foram encontrados "inúmeros quadros de artistas baianos e de outras regiões do Brasil, porém não apreendido". As buscas e apreensões revelares "parte do acervo criminoso de Socorro, composto por 162 obras, idônea a abastecer qualquer galeria de arte ou museu nacional, ante sua magnitude e consagração dos artistas colacionados". 

A magistrada teria usado ainda sua empregada doméstica para depositar um valor de R$ 9 mil em benefício de Marcelo Henrique Ferreira. Como se não bastasse, foi encontrada, na diligência policial127, em um dos quartos do apartamento de Maria do Socorro, uma caixa contendo diversas esculturas em barro e as respectivas etiquetas, tendo como remetente Marcelo Henrique Ferreira e Maria do Socorro como destinatária". 

Gabinete – Não só na casa de Socorro foram encontradas obras de arte. Relata a denúncia que gabinete da magistrada, no Tribunal de Justiça da Bahia, foram apreendidos sete canhotos de talões de cheques do Banco Bradesco, com referência a pagamentos aos artistas plásticos Tati Moreno e Sérgio Amorim. “Cabe ressaltar que no gabinete da referida desembargadora haviam diversas obras de arte, inclusive duas delas com assinatura de S. Amorim. Outras duas constavam assinatura de Bel Borba”, narra. 

Maria do Socorro foi presa após ser flagrada em grampos comandando a destruição de provas. A juíza está custodiada no o Núcleo de Custódia da Polícia Militar de Brasília.

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