
Home
/
Notícias
/
Metropolítica
/
Encontro selou prefeito de Jequié na vice de ACM Neto, garantem caciques do União Brasil
Metropolítica

Por Jairo Costa Júnior
Notícias exclusivas sobre política e os bastidores do poder
Encontro selou prefeito de Jequié na vice de ACM Neto, garantem caciques do União Brasil
Zé Cocá teria fechado acordo após reunião com cúpula oposicionista no Palácio Thomé de Souza; e mais: mal-estar criado na base aliada com aceno de Jerônimo a Carlos Muniz e entrada da família Coronel e Leo Prates vitamina Republicanos

Foto: Divulgação
Cardeais da oposição ao PT na Bahia estão convictos de que uma reunião realizada terça-feira (16) no Palácio Thomé de Souza, da qual participaram integrantes do núcleo-duro do União Brasil e o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), praticamente selou o acordo para que ele ocupe a vaga de vice do ex-prefeito ACM Neto na disputa pelo Palácio de Ondina.
Acordo de cavalheiros
Os termos do acerto incluíram protagonismo em um eventual governo de Neto e alianças locais relativas aos candidatos a deputado estadual e federal que estão na cota de Cocá. Entre auxiliares muito próximos a Neto, a questão agora não é mais se, e sim quando o anúncio da chapa será feito. O que deve ocorrer em um futuro muito breve.
Noivo cobiçado
Zé Cocá vinha sendo sondado como possibilidade de vice tanto pela tropa oposicionista quanto pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), no rastro da vitória expressiva que teve na sucessão municipal de 2024, quando foi reeleito por 92% dos votos, desempenho considerado impressionante pelo tamanho do eleitorado de Jequié, nono maior do estado. Contudo, Cocá teria recusado recentemente a proposta de Jerônimo e decidido caminhar ao lado de Neto.
Perdas e danos
A dobradinha entre ACM Neto e Zé Cocá impõe dificuldades aos estrategistas políticos do governador, especialmente, diante das arestas que têm surgido a tiracolo do impasse na escolha do vice de Jerônimo, com o senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, batendo cabeça para ver quem manda mais.
Cabeça de área
É que, além da popularidade em Jequié, Cocá é hoje a mais forte liderança local do Vale do Rio de Contas, onde Neto patinou na disputa contra Jerônimo na sucessão passada. A região concentra municípios como Ipiaú, Jitaúna, Gandu, Ibirataia, Ubaitaba, Ubatã e Itagibá. Ao mesmo tempo, possui alianças em municípios vizinhos, como Jaguaquara, Itiruçu, sua cidade natal, Maracás e Lafaiete Coutinho, onde se projetou politicamente como prefeito por oito anos.
Azia e queimação
Causou um mal-estar daqueles a notícia de que Jerônimo cogitou para vice o presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Carlos Muniz, que está prestes a deixar o PSDB para rumo ainda incerto. No andar de cima da base aliada, o movimento foi classificado como um tipo de revival da Operação Tabajara que volta e meia batiza articulações políticas de natureza errática. Para governistas de alto calibre, Muniz de vice seria um desastre.
Suplemento alimentar
Já desfiliado do PDT, cuja saída foi anunciada nesta terça-feira em carta pública à direção nacional da sigla, o deputado federal Leo Prates já encaminhou seu ingresso no Republicanos, como foi antecipado no último dia 9 pela coluna. Interlocutores do parlamentar garantem que só falta, agora, assinar a ficha de filiação à legenda e divulgar a novidade à imprensa. Coisa de, no máximo, cinco dias.
Bispos no xadrez
O ingresso de Leo Prates no Republicanos, braço político da Igreja Universal, deve levar o partido dos bispos a eleger de cinco a seis deputados federais baianos. O número atual é três: Márcio Marinho, presidente estadual da sigla, Rogéria Santos e Alex Santana.
Aritmética eleitoral
Os cálculos levam em conta, além de Prates, campeão de votos em Salvador na última sucessão, a entrada de Diego Coronel junto com o pai, o senador Ângelo Coronel (ex-PSD). Em 2022, Diego foi o terceiro mais votado da Bahia. Com os dois reforços, é muito provável que potenciais candidatos do partido sejam puxados pelo quociente eleitoral.
Pelas beiradas
Depois de saltar de um para 60 prefeitos eleitos na Bahia em 2024, o Avante tem planos ambiciosos para 2026. Mais precisamente, eleger até seis estaduais e pelo menos três federais. A estratégia para ampliar as bancadas passa por "colar" nos prefeitos da legenda.
Pontas de lança
Os dois mais fortes estão no Sudoeste: o de Guanambi, Nal Azevedo, e o de Brumado, Fabrício Abrantes. Ambos prometem entrar com as travas das chuteiras erguidas na campanha. "Vamos atuar em parceria com Ronaldo Carletto (ex-deputado e presidente estadual da sigla), buscando bons nomes para nossa chapa", disse Abrantes à coluna.
Herança maldita
O folclórico ex-prefeito de Itabuna Fernando Gomes, que governou a cidade por cinco vezes e faleceu em julho de 2022, deixou um pepinaço para os herdeiros. Por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), todos terão que pagar a dívida de mais de R$ 2 milhões legada pelo patriarca, resultado da condenação de Gomes por irregularidades no uso de verbas do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional em sua última gestão (2017 a 2020).
Racha na conta
Fora a quantida, os herdeiros do ex-prefeito de Itabuna dividirão um abacaxi de R$ 936 mil, de forma solidária, com o antecessor de Fernando Gomes no cargo, o empresário Claudevane Leite, o Vane da Renascer, punido pelo TCU devido às mesmas irregularidades. Fora o ressarcimento, Vane foi condenado ainda a pagar multa de R$ 150 mil.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

