Domingo, 01 de agosto de 2021

Polícia

Disputa de terras do esquema investigado na Faroeste é apontada como motivação para execução de agricultor

Terras em disputa ficam na região de Coaceral, em formosa do Rio Preto, a cerca de 250 Km de Barreiras, onde o agricutor foi assassinado

Disputa de terras do esquema investigado na Faroeste é apontada como motivação para execução de agricultor

Foto: Reprodução

Por: Rodrigo Meneses no dia 18 de junho de 2021 às 14:16

A disputa de terra é apontada como principal motivação para a execução do agricultor Paulo Antônio Ribas Grendene, 62 anos, ocorrida na última sexta-feira, na cidade de Barreiras. Detalhes da investigação foram repassados para o secretário da Segurança Pública, Ricardo Mandarino, e para a delegada-geral da Polícia Civil, Heloísa Brito, durante reunião, na cidade de Barreiras.

O titular da 11ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Barreiras), delegado Rivaldo Luz, contou que imagens de câmeras, na região do bairro de Bandeirantes, onde foi consumado o crime, estão sendo analisadas. "Ouvimos ainda nove testemunhas e a apuração está avançada", garantiu o policial civil.

Segundo o delegado, Paulo Grendene estava envolvido em algumas disputas de terra na região de Coaceral, em Formosa do Rio Preto, no extremo oeste da Bahia. "Ainda não dá para determinar entre as pessoas com quem Grendene litigava quem é o mandante do crime. Ainda é prematuro apontar isso", informouo Rivaldo Luz. 

Existe um litígio em relação à região do Coaceral há 30 anos, mas depois da deflagração da Operação Faroeste, em novembro de 2019, houve a suspensão da validade da documentação relativa a posse de mais de 300 mil hectares na região, que teriam sido negociados em um esquema de venda de decisões judiciais por desembargadores e juízes para favorecer grileiros, pessoas que falsificam documentos para, ilegalmente, tomar posse de terras. 

Uma das pessoas com quem Grendene litigava era o empresário agrícola Dirceu Di Domenico, que é investigado na Operação Faroeste. O advogado dele negou a ligação do cliente com a execução e informou que o litígio entre as partes estava pacificado, pois houve um acordo entre eles. 

O secretário Ricardo Mandarino ressaltou que existe uma dedicação total das equipes para elucidar esse caso. "Estamos aqui em Barreiras para dar apoio aos nossos policiais e para a população da região Oeste saber que vamos atuar com celeridade", completou. 

A delegada geral da Polícia Civil, Heloísa Brito, reforçou a utilização de todos as ferramentas de inteligência policial para identificar e prender os autores.

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