Sábado, 27 de novembro de 2021

Política

Imbassahy cita bastidores após aprovação da vacina e receptividade de governadores: 'Aplaudiram Doria'

Ex-prefeito de Salvador é o atual secretário especial de São Paulo em Brasília

Imbassahy cita bastidores após aprovação da vacina e receptividade de governadores: 'Aplaudiram Doria'

Foto: Metropress

Por: Matheus Simoni no dia 18 de janeiro de 2021 às 13:45

Secretário especial de São Paulo em Brasília na gestão de João Doria (PSDB), o ex-prefeito e ex-deputado Antonio Imbassahy comentou os bastidores da aprovação da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com o governo paulista. Em entrevista a Mário Kertész hoje (18), durante o Jornal da Metrópole no Ar da Rádio Metrópole, ele destacou os trâmites para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso emergencial para tentar erradicar o coronavírus.

"Ontem foi um dia comovente, até para mim, que estou nesse processo há meses da vacina. Uma verdadeira saga, uma epopeia. Obstáculos atrás de obstáculos e a gente foi conseguindo superar todos eles. Foi uma vitória do Brasil, da humanidade. Você conseguir uma vacina de boa qualidade e segurança é um bem fantástico para o Butantan, mais uma vez consagrando sua história de um belíssimo", disse o ex-parlamentar baiano.

Imbassahy também falou que aprovação da vacina poderia ter ocorrido antes. Ele culpou o governo federal pelo desacordo e pela condução equivocada do processo de distribuição da vacina. "A gente via a perspectiva de começar em dezembro. Se o governo federal tivesse dado ajuda e colaboração ao que a gente queria, já teria começado. Na hora que Pazuello anunciou que começaria em março, anunciamos numa segunda-feira que, em São Paulo, começará no dia 25 de janeiro. Aí começou aquela coisa do governo federal e tentaram antecipar para janeiro. Veio aquela história de fazer antes da vacina, uma coisa completamente descabida", declarou o secretário.

O ex-prefeito falou das informações de bastidores que teve conhecimento a respeito da postura do governo. Disse que a iniciativa do Planalto era priorizar a vacina desenvolvida em conjunto entre a Universidade de Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). "Ficou aquela coisa de que não deveria ser a do Butantan primeiro. Estou falando bastidores porque participei disso. Não gosto de ficar falando isso porque não acrescenta, na verdade a gente já superou. Tem que ter um alinhamento daqui para frente e seguir. Eles queriam fazer a da Oxford na frente e improvisaram aquela coisa de trazer a vacina da Índia, só que não combinaram com o primeiro-ministro da Índia. Como você vai a um país que não tinha começado seu plano de vacinação e, de repente, iriam exportar a vacina para outros países. Claro que não daria certo", lamentou. 

Questionado por MK, Imbassahy falou da receptividade dos governadores do país diante da rápida vacinação em São Paulo. Após a aprovação, no domingo, poucas horas depois da Anvisa a primeira pessoa do país recebeu a vacina autorizada. Entre os governadores, o clima foi de boa receptividade.

"Temos um grupo de 'zap' de governadores. Eles vieram aplaudindo João Doria pela coragem. Até me emociono um pouco porque foram mensagens bem comoventes. Parabenizaram pela coragem, disposição e luta. Teve um governador, a bem da verdade, que fez um registro: Poxa, a gente poderia ter esperado e começar todos juntos. Mas isso ficou perdido. Não tem sentido isso. Eu falei até com o ministro. Se puder começar, comece já. Estamos em tempo de pandemia, não é um tempo normal em que se organiza um programa de vacinação que se manda com antecedência, que pode esperar por uma semana e sincronia de datas com as prefeituras", afirmou o político.

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