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Política

‘Difícil ele ter apoio da categoria’, diz representante dos caminhoneiros sobre Bolsonaro em 2022

Presidente da ANTB, José Roberto Stringasci afirma que a greve dos caminhoneiros foi apenas adiada: “Estamos em sinal de alerta”

[‘Difícil ele ter apoio da categoria’, diz representante dos caminhoneiros sobre Bolsonaro em 2022]
Foto : Reprodução

Por Luciana Freire no dia 04 de Fevereiro de 2021 ⋅ 19:57

O presidente da Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, considera ‘muito difícil’ que o presidente Jair Bolsonaro tenha, novamente, o apoio dos caminhoneiros, caso continue com a atual política em relação à categoria.

“Muitos caminhoneiros que votaram em Bolsonaro já falam que não vão votar mais nele em 2022. Porque estão decepcionados”, disse hoje (4), em entrevista à Rádio Metrópole. E continua: “Ele fez muitas promessas na campanha, principalmente na questão dos combustíveis, do PPI, e não está cumprindo. Creio que vai ser muito difícil ele ter apoio de 80%, que nem ele teve, a menos que comece a olhar mais para a categoria e trazer coisas reais, palpáveis”.

Segundo o presidente da ANTB, a greve dos caminhoneiros, prevista para o dia 1º deste mês, foi apenas adiada: “A categoria está em sinal de alerta e em algum momento realmente vai parar, porque não temos mais condições de continuar trabalhando na forma que está”.

José Roberto conta ainda que a principal reivindicação dos caminhoneiros é a diminuição dos preços dos combustíveis. A solução, segundo ele, seria o fim do PPI (Preço de Paridade Internacional), que reajusta o preço do petróleo de acordo com a variação do dólar, aumentando ou diminuindo, consequentemente, o preço dos seus derivados.

“Nós brasileiros, em especial o caminhoneiro, temos um consumo muito alto de combustível. Hoje um caminhão para trafegar 1 km gasta em torno de R$ 2”, conta José Roberto.

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