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Política

Otto diz que período remoto impede investigação de Flávio Bolsonaro no Congresso

Senador avalia que, se o Congresso estivesse funcionando presencialmente, "já tinha se investigado muita coisa"

[Otto diz que período remoto impede investigação de Flávio Bolsonaro no Congresso]
Foto : Edilson Rodrigues/Agência Senado

Por Matheus Simoni no dia 08 de Março de 2021 ⋅ 09:39

O senador Otto Alencar (PSD-BA) avaliou a repercussão do caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), pivô de um escândalo de corrupção investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pela prática de rachadinhas. Na última semana, a compra de uma mansão por R$ 6 milhões pelo parlamentar carioca em área nobre de Brasília levantou questões sobre a origem do dinheiro da transação e as taxas praticadas no financiamento. Para Otto, o Congreso poderia ter aberto uma investigação da conduta do parlamentar se já tivesse retornado ao trabalho. No entanto, em função do período remoto por conta da pandemia de coronavírus, o trabalho não foi iniciado.

"O período remoto, a situação da pandemia que leva a não ter as sessões presenciais, facilita muito aqueles que por acaso tenham cometido erros ou equívocos. Não conheço bem os autos do processo de compra e de pagamento, mas a fase remota que estamos vivendo não dá condição de que se tenha essa investigação. Não dá para fazer pré-julgamentos", disse Otto, em entrevista a Mário Kertész na manhã de hoje (8) na Rádio Metrópole.

"No entanto, devo dizer a você que agora nessa ida a Brasília, que teve a eleição do Rodrigo Pacheco e a votação das comissões, nós tivemos três colegas nossos que estão internados por Covid-19. Já morreram dois senadores. Qualquer cidadão comum em ambiente fechado corre muito risco de ter a doença. Isso impede que tenha sessões presenciais. Se o congresso estivesse funcionando presencialmente, já tinha se investigado muita coisa", avalia. 

Ainda de acordo com Otto, a crise política vivida pelo país potencializou a pandemia no Brasil. "Devo dizer que a crise sanitária levou a várias outras crises que aconteceram no Brasil, inclusive a crise política, todas elas praticamente gestadas dentro do Palácio do Planalto pelo presidente da República ou aqueles que são mais próximos do presidente da República. A crise com a China foi desencadeada por uma declaração inconsequente de Eduardo Bolsonaro. Por mais esforço que tenha feito o Congresso Nacional, e fez muito esforço para ajudar nessa crise desde o ano passado, todos os projetos importantes foram encaminhados pelo senado federal, tanto o do orçamento de guerra como o do socorro aos estados e municípios", disse o parlamentar.

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