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“Uma mudança é muito difícil”, analisa Antônio Lavareda sobre cenário para segundo turno

Política

“Uma mudança é muito difícil”, analisa Antônio Lavareda sobre cenário para segundo turno

Cientista político analisou histórico de eleições presidenciais em entrevista a Mário Kertész

“Uma mudança é muito difícil”, analisa Antônio Lavareda sobre cenário para segundo turno

Foto: Reprodução

Por: Gabriel Amorim no dia 30 de agosto de 2022 às 08:59

O cientista político Antônio Lavareda, presidente científico do Instituto Ipespe, analisou, em entrevista a Mário Kertész, dentro do Jornal da Bahia no Ar, desta terça-feira (30), o cenário político para um possível segundo turno para as eleições presidenciais de 2022. Para o especialista, uma mudança nos nomes que podem vir a disputar o segundo turno no fim de outubro. “É muito difícil que os candidatos de terceira via consigam produzir um movimento grande. Mas não é impossível que isso ocorra, acredita.

Em sua análise, Lavareda detalhou o histórico de todas as oito eleições presidenciais desde o final da ditadura. “Nas nossas oito eleições dessa nova fase da república, nunca tivemos alteração de primeiro lugar daquele nome que estava em primeiro lugar no momento do início da campanha de televisão. Mais ainda, terminando a frente no primeiro turno, terminou a frente no segundo. Nunca houve inversão”, explicou.

Nas eleições presidenciais, acontecidas entre 1989 e 2018, quatro delas tiveram mudança nos nomes que disputaram o segundo turno em relação aos apontados pelas pesquisas realizadas no início da propaganda eleitoral televisiva. Logo em 1989 o então metalúrgico Luís Inácio Lula da Silva, ultrapassou o candidato Leonel Brizola que era apontado como segundo colocado para disputar a presidência, nas eleições vencidas por Fernando Collor. 

Depois, em 2002, Ciro Gomes foi ultrapassado por José Serra. Houveram  mudanças em 2014 quando Marina Silva foi ultrapassada por Aécio Neves e em 2018 quando Fernando Haddad começou a campanha de televisão em quinto lugar e conseguiu atingir votos para disputar o segundo turno.

“O histórico nos diz que a propaganda não foi capaz de alterar o nome em primeiro lugar, mas foi capaz de alterar, algumas vezes, a segunda colocação. Nesse ano, a possibilidade é mínima”, acredita o analista.  

Lavareda ainda apontou que os próprios nomes de Lula e Bolsonaro tornam a eleição de 2022 diferente das anteriores. “Temos uma eleição diferente, de presidente e ex-presidente competindo. É um enfrentamento de dois titãs, no que diz respeito a consolidação da sua preferência. Jair Bolsonaro e Lula são as únicas duas lideranças de massa que a nova república produziu”, finaliza o especialista.