
Política
"Governo Lula está entregue a um Congresso conservador e reacionário", avalia Mário Kertész
MK participou do ICL Notícias e falou ainda sobre articulações e concessões do Planalto

Foto: Reprodução
O âncora da Radio Metropole, Mário Kertész, avaliou, nesta quarta-feira (31), no canal ICL Notícias, as tensões atuais entre o Planalto e a Câmara dos Deputados. Para ele, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está "entregue a uma Casa conservadora e reacionária".
Questionado sobre o significado da flexibilização do governo diante de pautas ambientais, MK afirmou que é reflexo da falta de negociação da gestão Lula com o Congresso. "Falam que a Câmara é uma Casa de iguais, mas não tem nada de igual ali. O presidente da Câmara [Arthur Lira] tem hoje mais poder do que o presidente Lula. Do outro lado, vejo que a articulação do governo no Congresso está fraca", disse.
Ainda sobre as negociações entre Legislativo e Executivo, Mário Kertész explicou conhecer bem o ex-governador da Bahia e ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e ponderou. "Excelente governador, mas ele não é muito afeito a esse trabalho de articulação, de conversar, ouvir. Não vejo outra alternativa para o governo Lula agora se não aceitar tudo que está lá. Aceitar e tentar mudar depois", afirmou.
MK analisou também que, por enquanto, o presidente Lula se dedicou muito mais à política externa, e pouco às articulações políticas internas. "Tem setores do PT que falam agora da possibilidade de termos um novo ministro baiano [Elmar Nascimento], até muito ligado Arthur Lira, que tinha sido cotado para ser ministro mas não foi à frente. Enquanto eles tiverem mais poder, não vão ceder. Essa é uma batalha do presidente diante de um Brasil que ficou, inclusive, mais dividido", ressaltou.
Ainda no ICL Notícias, Mário Kertész citou o programa da Rádio Metropole, Três Pontos. "Conversando com Jânio de Freitas e Bob Fernandes, nós voltamos um pouco no tempo pra ver que Eduardo Cunha, que se parece muito com a atitude atual de Lira, foi criado por PC Farias dentro do governo Collor. PC Farias o colocou como presidente da Telerj para fazer escutas telefônicas e depois trabalhou e ajudou elegê-lo deputado federal e a gente viu onde deu", recordou.
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