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Quarta-feira, 17 de abril de 2024

Política

Ausência de deputado do União na lista de apoio a Nilo para o TCM é atribuída a duelo no interior

Marcinho Oliveira foi o único dos 20 deputados da oposição que não assinou documento

Ausência de deputado do União na lista de apoio a Nilo para o TCM é atribuída a duelo no interior

Foto: Divulgação/Alba

Por: Jairo Costa Jr. no dia 20 de fevereiro de 2024 às 15:00

A disputa em redutos políticos no interior é a origem da ausência do deputado estadual Marcinho Oliveira (União) na lista de apoiadores da candidatura do ex-deputado Marcelo Nilo (Republicanos) ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Dos 20 integrantes da bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Oliveira foi o único a não assinar o pedido de registro de Nilo na corrida pela cadeira aberta no TCM desde a aposentadoria do jornalista e escritor Fernando Vita do cargo de conselheiro no último dia 22 de dezembro.

A resistência de Oliveira em assinar o requerimento de Nilo, formalizado junto à Mesa Diretora da Casa na última quinta-feira (15), tem como pano de fundo os duelos travados entre ambos por votos na sucessão estadual de 2022 em parte dos municípios onde dividem eleitorado, mas Monte Santo, situado no sertão baiano, é o centro do conflito. 

De um lado, está Oliveira, aliado da vice-prefeita de Monte Santo, Itacia Andrade (PL). Do outro, Nilo, que apoia a prefeita, Silvania Matos (PSB). As duas eram aliadas até 2022, quando romperam em meio à queda de braço pelo governo do estado. A ruptura interferiu na batalha pelos votos para deputado estadual e federal no município de aproximadamente 32 mil eleitores, um dos mais cobiçados do Norte da Bahia.

Candidato à Câmara dos Deputados, Nilo foi campeão de urnas na cidade à época, com 7.357 votos. Com o apoio da máquina da prefeitura, conseguiu arrancar 6.258 votos para seu genro, Marcelinho Veiga, candidato a estadual pela União Brasil. Já Oliveira, que brigava diretamente com Veiga pela preferência dos eleitores de Monte Santo entre os candidatos à Assembleia Legislativa, obteve 5.141 votos, quase 1.100 a menos.

Tanto interlocutores próximos a Nilo quanto a Oliveira apontam as arestas deixadas pelo confronto no município como razão principal para a recusa do parlamentar oposicionista em apoiar a candidatura do ex-deputado do Republicanos ao TCM. Ainda mais porque Oliveira está disposto a concentrar esforços para ajudar a eleger a vice, impedir a reeleição da atual prefeita e alavancar a votação nas eleições de 2026.