Política

"É um golpe dissimulado porque é sem causa", diz Wagner sobre impeachment

O ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, concedeu entrevista coletiva no início da noite desta terça-feira (29), no Palácio do Planalto. Wagner falou sobre a saída do PMDB da base aliada e disse que o governo fará uma nova repactuação com seus aliados nesta sexta-feira (1). "É um momento de conversar com os aliados que querem seguir com você", disse. [Leia mais...]

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Foto : José Cruz/Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 29 de Março de 2016 ⋅ 19:32

O ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, concedeu entrevista coletiva no início da noite desta terça-feira (29), no Palácio do Planalto. Wagner falou sobre a saída do PMDB da base aliada e disse que o governo fará uma nova repactuação com seus aliados nesta sexta-feira (1).

"É um momento de conversar com os aliados que querem seguir com você", disse. "Eu estou muito confiante de que esta oportunidade será uma boa oportunidade para a nova caminhada da presidenta Dilma", acrescentou. Ele também anunciou que a repactuação deve ser comandada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está à espera da análise do STF para assumir a Casa Civil.

"Agora é repactuar com outras forças políticas. Claro que, se a gente tem um movimento que consideramos um impeachment sem causa – o que é golpe – e esse processo se trata de votos no Congresso, é claro que trataremos isso como uma agenda do governo. Agora é conquistar votos no Congresso, ampliando o espaço de aliados", completou.

Para o ministro, impeachment sem causa é golpe. "As contas de 2015 da presidenta Dilma sequer foram apreciadas. O crime de responsabilidade tem de ser no mandato, então tudo o que foi apresentado até agora é anterior a este governo. Não sou eu, são inúmeros juristas que dizem que este é um impeachment sem causa. É um golpe dissimulado porque é sem causa", declarou. Ainda segundo Jaques Wagner, a relação com o vice-presidente da República, Michel Temer, segue "politicamente interditada".

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