
Política
Defesa de Bolsonaro pede permanência em hospital enquanto STF analisa domiciliar
Advogados alegam risco à saúde e incompatibilidade com rotina carcerária

Foto: Ton Molina/STF
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao STF que ele permaneça internado no Hospital DF Star, em Brasília, até a análise definitiva do pedido de prisão domiciliar humanitária, protocolado nesta semana. Os advogados pedem que Bolsonaro não retorne à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses, enquanto o Supremo não decidir sobre a solicitação, alegando que seu quadro clínico é recente, ainda em evolução e exige acompanhamento médico contínuo.
Bolsonaro passou por procedimentos cirúrgicos nos últimos dias, e a previsão inicial de alta hospitalar é para esta quinta-feira (1º). Segundo a defesa, caso a domiciliar seja negada, a transferência imediata para a PF ocorreria em condições clínicas incompatíveis com o regime fechado, devido a limitações estruturais do sistema prisional e à necessidade de cuidados médicos. Os advogados afirmam ainda que a permanência em estabelecimento prisional poderia representar risco concreto de agravamento do estado de saúde do ex-presidente.
Este é o terceiro pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa. Os dois anteriores foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, em novembro e dezembro, sob o argumento de risco de fuga e de que Bolsonaro teria acesso irrestrito a atendimento médico. O ex-presidente foi internado em 24 de dezembro para tratar uma hérnia inguinal bilateral e, ao longo de cerca de uma semana, passou por quatro cirurgias, além de exames que identificaram esofagite, gastrite e picos de pressão arterial.
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