O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta quinta-feira (5) que se reuniu em 2024 com o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e afirmou que não haverá qualquer interferência política a favor ou contra as investigações sobre a instituição.
Em entrevista ao UOL, Lula disse que recebeu Vorcaro após um pedido do então ministro da Fazenda, Guido Mantega, que foi a Brasília acompanhado do banqueiro. Segundo o presidente, não havia agenda formal para o encontro.
Lula relatou que chamou para a conversa o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, por serem pessoas que conheciam Vorcaro. De acordo com o petista, o empresário afirmou na ocasião que se sentia perseguido.
O presidente disse ter sido claro ao afirmar que não haveria posição política em defesa ou contra o Banco Master. “O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central”, afirmou Lula, acrescentando que disse a Vorcaro que a política não entraria na apuração, apenas a análise técnica do órgão regulador.
Lula também afirmou que reuniões com empresários fazem parte da rotina institucional da Presidência e que, naquele encontro, interesses privados não foram discutidos.
Segundo o presidente, após a reunião com Vorcaro, ele chamou o ministro Fernando Haddad, Galípolo e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por considerar que o caso representava uma oportunidade de avançar contra esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro no país. Ele disse que “quem estiver envolvido terá que pagar o preço”.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central e é alvo de investigações sobre possíveis irregularidades financeiras. O caso também alcança outras instituições, como o BRB.



