
Política
Presidente da CPMI do INSS pede devolução de dados sigilosos de Vorcaro
Em 2025, Toffoli havia decidido que documentos relacionados a Vorcaro fossem retirados da CPMI e enviados à Presidência do Senado, até uma decisão definitiva do STF sobre o assunto

Foto: Divulgação/Banco Master
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) - novo relator do caso do Banco Master - a devolução à Comissão de todos os documentos referentes às quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico de Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras bilionárias
Em postagem feita na rede social X (antigo Twitter), no início da tarde desta sexta-feira (13), Viana disse que “esses elementos são fundamentais para a continuidade dos trabalhos da CPMI, para a consolidação das provas já colhidas e para o avanço responsável do relatório final." O presidente diz ainda que a Comissão tem o dever constitucional de apurar os fatos "com profundidade, respeito ao devido processo legal e total transparência”, escreveu.
O presidente da CPMI já havia solicitado a Toffoli, que deixou o cargo de relator ontem, a devolução dos sigilos violados. No entanto, ele teria afirmado que só poderia fazer isso após o término das investigações da Polícia Federal.
Ainda segundo o senador, também está prevista, para a primeira semana após o feriado de Carnaval, uma audiência institucional com o ministro André Mendonça, ocasião em que será tratada pessoalmente “da importância da cooperação entre os Poderes para que a CPMI possa cumprir integralmente sua missão”.
Mendonça assume relatoria
O ministro Mendonça é o novo relator do caso do Master no STF, em substituição ao ministro Dias Toffoli, que deixou o cargo na última quinta-feira (12), após reunião dos ministros do STF, convocada diante dos avanços das apurações conduzidas pela Polícia Federal. Em dezembro de 2025, Toffoli havia decidido que os documentos relacionados a Vorcaro fossem retirados da CPMI e enviados à Presidência do Senado, até uma decisão definitiva do STF sobre o assunto.
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