A Polícia Federal afastou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura faltas não justificadas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (26).
O PAD foi instaurado no fim de janeiro para investigar ausências reiteradas de Eduardo na delegacia da PF em Angra dos Reis (RJ), para onde ele foi transferido após a cassação do mandato. A apuração vai avaliar possível abandono de cargo. O ex-parlamentar também terá que entregar a carteira funcional e a arma institucional ao chefe imediato no prazo de cinco dias úteis.
Eduardo está nos Estados Unidos desde março de 2025 e afirma ser alvo de perseguição política liderada pelo ministro Alexandre de Moraes e pelo Supremo Tribunal Federal. Durante o período fora do país, acumulou faltas na Câmara dos Deputados e teve o mandato cassado em dezembro do ano passado.
Após a perda do mandato, a PF determinou o retorno imediato às funções, o que não ocorreu. Segundo a corporação, a ausência injustificada poderia resultar em medidas administrativas, o que levou à abertura do processo e ao afastamento preventivo. Caso seja confirmada infração disciplinar, o PAD pode resultar em demissão.
Paralelamente, Eduardo também responde a ação penal no STF. Em novembro, a Primeira Turma da Corte aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República sob a acusação de que ele teria atuado para constranger autoridades e interferir em investigações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 19 de fevereiro, o STF formalizou a ação penal por obstrução de Justiça e coação, tornando-o réu.



