
Política
Gilmar Mendes anula quebra de sigilo do fundo Arleen, que comprou participação em resort ligado a Toffoli
Ministro diz que quebra de sigilo é excepcional e, portanto, não constitui ato próprio de investigação

Foto: Nelson Jr./Supremo Tribunal Federal (STF)
Em meio aos desdobramentos do caso do Banco Master, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta quinta-feira (19) a quebra de sigilo do fundo Arleen aprovada pela CPI do Crime Organizado. Segundo o ministro, a quebra de sigilo é excepcional e, portanto, não constitui ato próprio de investigação.
Mendes afirmou que, até que o plenário do Supremo se manifeste, deve prevalecer o entendimento de que as quebras precisam ser individualizadas. "Diante da gravidade de que se reveste o requerimento de quebra de sigilo, a Constituição demanda, ainda segundo aquela decisão, análise fundamentada de cada caso, com debate e deliberação motivada, de modo que a aprovação de atos de tal natureza não pode ocorrer em bloco nem de forma simbólica", disse o ministro.
Na determinação, Mendes citou ainda que, durante a votação do requerimento de quebra de sigilo do fundo Arleen pela CPI, parlamentares alertaram que havia entendimento do STF no sentido de que era preciso votar de forma individualizada os pedidos de quebra. "Parece evidente que os próprios integrantes da CPI tinham ciência a respeito da possibilidade de anulação de seus atos e, mesmo assim, decidiram prosseguir com a votação simbólica, sem discussão sobre os pressupostos da medida investigativa", explicou.
Gilmar Mendes relembrou entendimento do ministro Flávio Dino que respaldou a suspensão de outras quebras de sigilo aprovadas em outra comissão, a CPMI do INSS. Entre as quebras de sigilo suspensas por Dino estão a do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha", e da empresária da Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
Entenda o que é fundo de Arleen
O fundo Arleen é um fundo de investimentos ligado à gestora Reag, que por sua vez é investigada no caso Banco Master. O fundo aparece nas investigações porque comprou, em 2021, cotas do Resort Tayayá, no Paraná, que eram de uma empresa da família do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

