
Política
Não há sentido discutir redução da jornada de trabalho e propor redução do salário, diz Paulo Azi
Deputado disse que o objetivo é concluir debate sobre fim da escala 6x1 e apresentar parecer da proposta ainda em abril

Foto: Reprodução
Em meio às discussões da proposta que trata do fim da escala 6x1, que estabelece seis dias de trabalho e um de descanso por semana para os brasileiros, e a diminuição da jornada no país, o deputado Paulo Azi, relator do texto, afirmou que não há sentido discutir redução da jornada de trabalho e ao mesmo tempo propor a redução do salário.
“Se nós procuramos buscar ganhos para a classe trabalhadora, não se pode admitir que se reduza jornada e ao mesmo tempo se compense isso com a redução do salário das pessoas”, afirmou o parlamentar em estrevista ao Jornal da Cidade nesta terça-feira (23), mesmo dia em que a Câmara se reuniu para discutir o texto.
Segundo o deputado, a alternativa do governo, de reduzir de 44h para 40 horas trabalhadas, foi bem apreciada pelas centrais sindicais. “A redução da jornada de trabalho de 44h para 40h está cada vez mais ganhando corpo, ganhando apoio não só dos trabalhadores, mas de diversos setores da nossa sociedade”, comentou.
Quando questionado sobre a possibilidade de aprovação do texto a tempo das celebrações do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, conforme pretende o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Azi disse que o objetivo é concluir o debate e apresentar o parecer da proposta ainda em abril. "Com certeza essa matéria será discutida e votada antes do dia primeiro de maio, no ambito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)."
A proposta levanta debates entre a categoria de empregadores. O deputado reconhece que o texto pode impactar alguns setores, e cita medidas que podem ajudar a minimizar os impactos. Segudo ele, haverá um debate entre a Câmara e o governo para discutir soluções. Entre as possibilidades, o parlamentar cita a desoneração de parte da folha de pagamento e redução de impostos para setores específicos através de incentivos fiscais.
“É possível, sim, buscar a construção de um texto que dê a esses setores o mínimo de garantia de que eles não vão arcar sozinhos com o aumento do custo de trabalho. O governo, eu espero que possa, de alguma forma, contribuir para a construcao”, concluiu.
Confira entrevista na íntegra:
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