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Desgastado pelo caso do Banco Master, Ibaneis deixa governo do DF para disputar Senado

Política

Desgastado pelo caso do Banco Master, Ibaneis deixa governo do DF para disputar Senado

Gestão de Ibaneis termina marcada pelo escândalo do Master, após tentativa frustrada da compra do banco de Daniel Vorcaro pelo BRB

Desgastado pelo caso do Banco Master, Ibaneis deixa governo do DF para disputar Senado

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 30 de março de 2026 às 14:22

Em meio aos escândalos envolvendo o Caso Master e operações ligadas ao Banco de Brasília (BRB), Ibaneis Rocha (MDB) deixou o comando do governo do Distrito Federal nesta segunda-feira (30) para participar das eleições para o Senado Federal. Com a saída dele, quem deve ocupar o cargo é a vice-governadora, Celina Leão (PP), pré-candidata ao governo do DF.

Ibaneis e Caso Master
A gestão de Ibaneis termina marcada pelo escândalo do Master, após a tentativa frustrada da compra do banco de Daniel Vorcaro pelo BRB. Em dezembro, o banqueiro afirmou —  em depoimento à Polícia Federal (PF) — que conversou em mais de uma ocasião com Rocha sobre a venda do Master ao BRB e que chegou a recebê-lo em sua residência. A menção ao ex-chefe do Executivo do DF reforça a tese de que o banqueiro mantinha uma rede de articulações políticas em Brasília. Ibaneis confirmou que já esteve na casa de Vorcaro, mas negou ter discutido a operação envolvendo o BRB.

O BRB chegou a tentar comprar o Banco Master, em setembro, mas a compra foi rejeitada pelo Banco Central (BC). A negociação se transformou em um escândalo bilionário quando se descobriu que os ativos oferecidos ao BRB eram fraudulentos. Investigações da PF indicaram que há indícios de que o BRB estava ciente de que estava adquirindo "ativos podres", sugerindo uma possível participação no esquema.

Ainda no âmbito das investigações, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS localizou em relatórios de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) dois repasses que somam quase R$ 43 milhões ao escritório de advocacia de Ibaneis, feitos por um fundo administrado na ocasião pela Reag, gestora investigada pela Polícia Federal (PF) no âmbito do caso Master.