
Política
Michelle nega ter recebido ou exibido vídeo de Eduardo para Bolsonaro
Regras da prisão domiciliar do ex-presidente incluem proibição de uso do celular, telefone ou qualquer meio de comunicação externa

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil | Zeca
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro negou ter recebido ou exibido qualquer vídeo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. A declaração foi feita por meio de nota publicada nesta segunda-feira (30), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitar esclarecimentos da defesa de Bolsonaro sobre uma postagem na qual Eduardo declara gravar um vídeo para mostrar ao pai.
“Não houve recebimento de qualquer vídeo gravado no CPAC por Eduardo Bolsonaro ou outro de qualquer natureza. Em consequência, não houve exibição desse ou de qualquer outro material ao ex-presidente Bolsonaro, uma vez que as prescrições judiciais estão sendo cumpridas integralmente”, escreveu Michelle.
O episódio aconteceu durante um evento conservador nos Estados Unidos. “Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta”, disse Eduardo.
No texto, Michelle diz desconhecer o contexto e a motivação para a utilização destes termos no discurso do ex-deputado e fala em “interpretação equivocada” por parte da imprensa e de autoridades. “Temos convicção que essa não era a intenção”, escreve.
Prisão domiciliar e regras
Após duas semanas internado em Brasília para tratar broncopneumonia, o ex-presidente passou a cumprir prisão domiciliar desde sexta-feira (27). Entre as regras estabelecidas pelo ministro estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e medidas como:
- Proibição de uso de celular, telefone ou qualquer meio de comunicação externa;
- Proibição de acesso a redes sociais, direto ou indireto;
- Proibição de gravação de vídeos ou áudios, pessoalmente ou por terceiros.
Em caso de descumprimento, segundo Moraes, Bolsonaro pode retornar ao regime fechado ou, se necessário, ao hospital penitenciário.
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