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Por unanimidade, STF mantém prisão do deputado estadual Thiago Rangel

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Por unanimidade, STF mantém prisão do deputado estadual Thiago Rangel

Parlamentar foi detido durante operação da PF que investiga fraudes em compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro

Por unanimidade, STF mantém prisão do deputado estadual Thiago Rangel

Foto: Gustavo Moreno/STF

Por: Metro1 no dia 07 de maio de 2026 às 17:11

Após decisão unânime da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (7), o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) deve continuar preso. Ele foi detido na manhã da última terça-feira (5) durante uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes em compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do estado.

Além de Moraes, relator do caso, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votaram pela manutenção de prisão. O colegiado também seguiu o entendimento de Moraes e definiu que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não poderá rever a decisão que determinou a prisão de Rangel.

Entenda
A detenção do deputado aconteceu no âmbito da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que, segundo a entidade, tem o objetivo de desarticular uma suposta organização criminosa voltada para a prática de fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, envolvendo a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro. 

O que as investigações apontam é um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas à organização criminosa investigada. Os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e por lavagem de dinheiro.

Segundo as apurações da PF, o deputado teria oferecido cargos na área da educação para pessoas indicadas por "Junior do Beco", um traficante com histórico de homicídios.

Defesa
A defesa do deputado disse, em nota à imprensa, que Rangel nega a prática de atos ilícitos e prestará os esclarecimentos necessários durante a investigação. Segundo os advogados, "qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida."