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Gilmar Mendes diz que STF tem isenção para apurar caso Master, mesmo envolvendo ministros

Política

Gilmar Mendes diz que STF tem isenção para apurar caso Master, mesmo envolvendo ministros

Magistrado negou que Supremo esteja tentando barrar andamento das investigações sobre banco de Daniel Vorcaro

Gilmar Mendes diz que STF tem isenção para apurar caso Master, mesmo envolvendo ministros

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Por: Metro1 no dia 08 de maio de 2026 às 15:16

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que a Corte tem passe livre para conduzir as apurações no âmbito do Caso Master — que investiga fraudes financeiras bilionárias — mesmo que apurações evidenciem o envolvimento de ministros no caso. 

Durante entrevista ao Jornal Gente, da Rede Bandeirantes, o magistrado negou que o Supremo esteja tentando barrar o andamento das investigações. "Ninguém está impedindo a investigação do caso Master, ela está em curso no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça e [com atuação] da Procuradoria-Geral. Não há nenhuma discussão em relação a isso", afirmou o ministro.

Gilmar Mendes acredita que a Corte tem condições de analisar o caso, mesmo se as apurações atingirem integrantes do colegiado. “Se houver irregularidade imputável a um ou outro ministro, isso será revelado”, disse o magistrado. Para ele, "a isenção do Supremo para analisar esse caso é completa."

Em abril, o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), solicitou os indiciamentos de Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Para Vieira, os três deveriam ter se declarados suspeitos de julgar o caso do Banco Master por supostas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso sob acusação de crimes contra o sistema financeiro e fraudes.

O senador apontou haver indícios do cometimento de crimes de responsabilidade, como o de “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa”; e o de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”.  Após votação, a comissão rejeitou o parecer de Vieira