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Oposição retoma articulação por PEC da Anistia após Moraes suspender Lei da Dosimetria

Política

Oposição retoma articulação por PEC da Anistia após Moraes suspender Lei da Dosimetria

Proposta defendida pelo PL prevê perdão amplo aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro

Oposição retoma articulação por PEC da Anistia após Moraes suspender Lei da Dosimetria

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Por: Metro1 no dia 11 de maio de 2026 às 15:16

Atualizado: no dia 11 de maio de 2026 às 18:57

Parlamentares da oposição voltaram a articular nesta segunda-feira (11) a chamada PEC da Anistia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspender os efeitos da Lei da Dosimetria, promulgada na última sexta-feira pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. As informações são do colunista Valdo Cruz do G1.

A decisão de Moraes ocorreu no sábado (9) e atendeu a ações que questionam a constitucionalidade da norma aprovada pelo Congresso Nacional após derrubada de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O mérito das ações ainda será analisado pelo plenário da Corte, sem data definida.

Diante da suspensão, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a defender novamente a tramitação de uma proposta de emenda à Constituição que concede anistia ampla aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a decisão do ministro representa uma “afronta” ao Congresso e declarou que “só resta a alternativa da PEC”. Segundo o deputado, o texto já foi protocolado no sistema da Câmara e está em fase de coleta de assinaturas. Para começar a tramitar, a proposta precisa do apoio de ao menos 171 deputados.

A PEC prevê anistia para condenados por crimes como dano qualificado, deterioração de patrimônio público, associação criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado relacionados aos atos de 8 de janeiro.

Na justificativa apresentada, parlamentares da oposição afirmam que a suspensão da Lei da Dosimetria representa “invasão de competências” e “afronta à democracia”.

Se aprovada, a proposta pode beneficiar também Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão. Pela Lei da Dosimetria, a condenação do ex-presidente não seria anulada, mas poderia haver redução da pena e do tempo em regime fechado.

Sóstenes Cavalcante afirmou ainda que, antes da aprovação da Lei da Dosimetria, houve articulação com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para evitar questionamentos futuros no STF.